
Apesar das novas tecnologias terem ampliado a produção de alimentos e do êxito no combate às doenças, verificou-se uma tendência à estabilidade populacional no mundo desenvolvido, desde o início do século XX, ocorrendo também desaceleração do ritmo de crescimento demográfico em grande parte dos países em desenvolvimento nas últimas décadas. Logo, a dinâmica demográfica não pode ser explicada por mecanismos de ordem natural, pois obedece a mecanismos de ordem cultural. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2013, a produção de grãos era suficiente para alimentar toda a população mundial; entretanto, cerca de 840 milhões de pessoas ainda eram vítimas da fome e da subnutrição crônica. A maior parte delas vivem em áreas rurais, onde o acesso à terra, às tecnologias e aos mercados é limitado e a falta de recursos e de infraestrutura é maior.
Países mais populosos do mundo (2014)


AS PESSOAS E AS ESTATÍSTICAS
Em 2020, a população do planeta era de 7,5 bilhões de habitantes. A primeira vez que a população mundial alcançou a casa de bilhões de habitantes foi em 1800. Depois disso, passaram-se 125 anos para que dobrasse de número, quando atingiu 2 bilhões. Em 1960, o planeta atingiu a marca de 3 bilhões de pessoas e mais que dobrou esse número em apenas 50 anos, no início do século XXI. Chama a atenção o fato de que durante a primeira década do século XXI a população do planeta aumentou em mais de 1 bilhão de habitantes, ou seja, aquilo que demorou séculos para ocorrer se deu recentemente em menos de 10 anos.
A previsão da ONU é que a população atinja a marca de 9 bilhões nos próximos trinta anos e 11 bilhões em 2100, quando o número deve parar de crescer.
Apesar do aumento de habitantes no mundo, a taxa de crescimento vem diminuindo, já que se tratam de definições distintas. Por isso, o ritmo do crescimento pode diminuir e a população continuar crescendo. É o que vem acontecendo com a população brasileira e mundial.
Ter consciência sobre o crescimento da população, principalmente a urbana é importante porquê percebemos que cresce também a demanda por alimentos, água, matéria-prima para a produção de itens necessários para o dia a dia nos diferentes espaços.
É preocupante que uma população desse porte mantenha o nível de consumo atual. Dificilmente o planeta suportará quantidades maiores de emissão de gases estufa, além de um aumento da produção de alimentos, de mercadorias, de plástico e de consumo irresponsável dos recursos naturais nos diversos continentes. Por isso, alguns estudiosos afirmam que é necessário buscar uma economia verde, ou seja, equilibrar a imensa população humana com uma economia sustentável. A discussão entre a quantidade de população e a disponibilidade de bens básicos teve grande grande repercussão em outros momentos da história. Uma das constatações da Conferência das Nações unidas sobre as Mudanças Climática (COP 21), realizada na França em 2015, é que a humanidade precisa rever seu modelo de consumo.
Verifica-se que o aumento demográfico ocorre principalmente nos países pobres, onde se notou uma queda da taxa de mortalidade com a consequente aumento da expectativa de vida por causa do relativo avanço na área de saúde, com aprimoramento da medicina e das condições de saneamento básico. Além disso , a taxa de natalidade permanece alta em muitos países pobres.
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
FONTE Geografia em Rede, vol. II. 2014Conexões> Estudo de geografia Gral e do Brasil, 1 ano, 2016.

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