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sexta-feira, 2 de maio de 2025

MEIO AMBIENTE



MUDANÇAS CLIMÁTICAS

       Uma das discussões centrais na temática ambiental diz respeito ás alterações climáticas. Estaria a humanidade intervindo no planeta a ponto de mudar o clima?

       Basicamente, há vertentes para esse debate: " sim, a humanidade está alterando o clima da Terra", "não, ela não tem capacidade para isso". Para nos situarmos melhor nessa discussão, é preciso nos deter em algumas questões. A primeira delas é ter consciência de que o clima da Terra nunca foi estático; está sempre mudando, embora numa escala de tempo bastante ampla. Já foi mais quente um dia, como também mais frio há 18 mil anos, quando ocorreu a última glaciação.
       

       Outro ponto importante na discussão sobre mudanças climáticas relaciona-se ao efeito estufa, um processo natural necessário ao planeta, uma vez que, se a Terra não tivesse parte do calor irradiado pelo Sol, as temperaturas seriam muito baixas ao ponto de inviabilizar a vida em nosso planeta.
       Muitos cientistas, no entanto, entendem que a humanidade está acelerando esse processo de aquecimento natural do planeta desde o advento da sociedade industrial , particularmente após o século XIX. A proliferação global das indústrias , a urbanização, o aumento demográfico, a destruição de florestas, a colossal frota de automóveis, a queima de combustíveis fósseis para a produção de energia, entre outras atividades humanas, geram uma camada artificial de gases que estaria represando mais calor  e, consequentemente, aquecendo o planeta em torno de 0,3 ºC nos últimos 100 anos, aparentemente pouco, mas com impactos globais significativos.

Dentro dessa perspectiva de alteração climática antropogênica, as consequências poderão ser drásticas:
- mudança no ciclo das chuvas, causando chuvas em excesso em certos lugares e períodos de seca em outros, o que levaria ao comprometimento das lavouras, por exemplo;
- derretimento das calotas polares com o consequente aumento do nível do mar, colocando em risco algumas regiões litorâneas;
- possível alteração ambiental na corrente do Golfo a partir do derretimento das geleiras, interferindo diretamente no clima europeu, que ficaria mais frio;
- com o derretimento do gelo, ocorreria a alteração da salinidade oceânica setentrional e o consequente impacto em ecossistemas marinhos;
- acentuação dos fenômenos El Nino e La Nina;
- aumento de fenômenos climáticos como tornados, furacões e tufões, além de desertificações;
- interferência direta em alguns ecossistemas com a extinção de espécies.

          O fórum mais importante de discussão e que igualmente defende a tese do aquecimento global é o IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - organismo composto por delegações de mais de cem países e que, desde 1988, divulga estudos e documentos que subsidiam as conferências climáticas da ONU. Segundo o IPCC, 90% das alterações climáticas são provocadas pela ação humana e apenas 10% seriam naturais.
          No entanto, há vozes contrárias que questionam a capacidade de o ser humano intervir no clima; não poucos os cientistas que vão na contramão dessa perspectiva, o que é um interessante e produtivo debate intelectual.
           Esses estudiosos inaltecem bem mais o caráter natural de alterações climáticas. Aqui se faz necessária uma ressalva: esses cientistas não deixam de reconhecer o impacto humano e a degradação na natureza. Quanto a isso, há certo consenso . O que eles defendem é a humanidade não tem a capacidade de intervir no clima da Terra, mesmo com toda a poluição emitida pela sociedade industrial que, para eles, é irrisória se comparada aos gases de efeito estufa emitidos por oceanos, pântanos, vegetação, pecuária bovina, assim como as queimadas.
           Há outra perspectiva que aponta para o caráter ideológico da discussão. Alguns envolvidos no debate defendem que há interesse em propagar a ideia de um "pseudoaquecimento global"com o claro propósito de não permitir o desenvolvimento dos países do Sul, já que a Terra, finita em recursos, não aguentaria um aumento da sociedade de consumo que viria dessa porção do planeta. Nessa perspectiva, que alguns apontam como "ecoterrorismo", a população dos países ricos , já com o bem-estar social alcançado, lutaria contra o desenvolvimento dos países pobres, o que inevitavelmente levaria a uma degradação ambiental.

A CAMADA DE OZÔNIO
          A camada de ozônio (O2) localiza-se aproximadamente 50 quilômetros de altitude, junto à troposfera, e atua como um filtro que protege a Terra dos raios ultravioletas, nocivos à saúde humana. Contudo, essa camada protetora da Terra vem sendo destruída sistematicamente desde o século XX.
          Os principais responsáveis por essa destruição são os gases clorofluorcarbono (CFC), utilizados em sistemas de refrigeração, equipamentos de incêndio frascos de aerossóis que, uma vez liberados no ambiente, deslocam-se pela atmosfera, atingindo e perfurando a camada de ozônio. As consequências possíveis da destruição da camada de ozônio são o aumento da incidência de câncer de pele, distúrbios oculares, como a catarata, queda de resistência imunológica, entre outros.
        Embora esse seja um problema diagnosticado desde os anos de 1930, o buraco na camada de ozônio só aumentou desde então, uma vez que as medições já acusaram uma fenda referente a quatro vezes a área do território brasileiro. Esse buraco é mais visível sobre a Antártida.
 
       GEOGRAFIA EM REDE Vol. 2,  2016.



       
       

SIMULADO DE HISTÓRIA GERAL

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