Na segunda metade do século XIX, um processo importante foi o que conduziu à implantação da República no Brasil.
A ideia de república não era nova no país; antes e depois da independência, o território brasileiro foi palco de várias rebeliões republicanas, a exemplo da Cabanagem (1935-1840), no Grão-Pará, e da Farroupilha (1935- 1945), no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Mas a Monarquia conseguiu reprimir esses movimentos, em parte, devido aos recursos obtidos com as exportações do café.
No Segundo Reinado, os dois principais partidos, o Liberal e o Conservador, controlavam o poder enquanto a imensa maioria da população continuava excluída do direito à cidadania. Com o objetivo de ampliar seu espaço na política, um grupo formado por fazendeiros e por profissionais liberais (advogados, médicos, professores, engenheiros, jornalistas) lançou em 1870, o Manifesto Republicano. O Manifesto afirmava: " Somos da América e queremos ser americanos", ou seja, somos favoráveis a que o Brasil adote a república, assim como os demais países da América. Esse manifesto inspirou o surgimento de diversos jornais , clubes e partidos republicanos. Três anos depois de seu lançamento, foi fundado em Itu, interior paulista, o Partido Republicano Paulista (PRP).
O movimento republicano daquela época estava dividido em três grupos, um deles liderado pelo jornalista Quintino Bocaiuva, que propunha a chegada à República por meio eleitoral (por meio da eleição de um grande número de deputados republicanos). Outro grupo liderado pelo jornalista Antônio da Siva Jardim, defendia a passagem da república por meio de um movimento popular. E um terceiro grupo , formado em torno do major Benjamin Constant, importante líder militar, defendia a instalação de uma república com um governo forte.
Durante o processo que conduziu à República do Brasil, duas questões colocaram o imperador D. Pedro II em conflito com a Igreja e o Exército. Elas contribuíram para acelerar a queda do Império.
Fonte: História: Sociedade e cidadania, 9º ano,2022.

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