URBANIZAÇÃO BRASILEIRA
Brasil: de agroexportador a urbano-industrial
Até a década de 1940, o Brasil ainda era considerado um país cujas atividades concentravam-se predominantemente no meio rural: a maior parte da população vivia no campo. Segundo o geógrafo Milton Santos, o crescimento urbano brasileiro foi um dos mais rápidos, intensos e violentos do século XX. Essas mudanças ocorrem de forma desigual em todas as regiões brasileiras, revelando a intensa transformação territorial que ainda acontece no país.
O modelo de economia agroexportadora foi fundamental na estruturação urbana e territorial do país. São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, organizaram seu comércio voltado, principalmente, à exportação. N virada do século XIX para o século XX, o Brasil já vivenciava , embora timidamente, a expansão urbana em virtude da centralização das cidades das atividades administrativas de seu setor agroexportador. Em 1900, algumas cidades apresentam intenso crescimento urbano e se tornaram centrais na rede urbana que se firmava no país. Salvador , em 18 anos, teve um incremento populacional de cerca de 60% , e a cidade de São Paulo apresentou um crescimento de pouco mais de 7,5 vezes no mesmo período.
Entre 1940 e 1980, ou seja, em apenas 40 anos, houve uma inversão quanto ao local de residência de grande parte da população brasileira. Segundo o Censo Demográfico de 2010, em 1940 o índice de urbanização no brasil era de 31,23%. Em 1980, esse índice atingiu 0 patamar de 67,69%. A população total brasileiro triplicou nessas quatro décadas, enquanto a população urbana multiplicou-se mais de sete vezes no mesmo período. Em 2010, a população urbana brasileira representava 84,36% da população total, com um número de indivíduos maior que toda a população do país em 1991.
