INDÚSTRIA BRASILEIRA
A História da Indústria Brasileira
De 1500 a 1910, o Brasil era essencialmente exportador de produtos primários , como pau-brasil , açúcar, ouro, borracha, cacau e café. As raras menções industriais realizadas nesse período devem-se , sobretudo , às iniciativas de Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá. Entre elas, a construção da primeira ferrovia brasileira na década de 1860 e alguns portos. Havia ainda precárias confecções têxteis , beneficiadas pela produção brasileira de algodão, matéria-prima básica , além da produção artesanal de bebidas.
A Substituição de Importados
O primeiro impulso industrial brasileiro veio com a Primeira Guerra Mundial. Até então o Brasil era quase que exclusivamente importador de gêneros industrializados e já contava com uma elite oligárquica dependente da importação desses produtos. Com a guerra, a fonte exportadora cessou repentinamente : os países que forneciam esses gêneros estavam envolvidos no conflito e passaram a priorizar gêneros para ele. A suspensão de importações forçou o surgimento de indústrias locais para preencher a lacuna que se abria: era o início de uma industrialização por substituição de importação. Durante a primeira Guerra Mundial surgiram no Brasil 5936 novos estabelecimentos industriais, levando a um crescimento industrial da ordem de mais de 200%.
O recenseamento industrial brasileiro realizado após o término da guerra de 1920, acusou a existência de 13336 estabelecimentos , quatro vezes mais que o primeiro censo , realizado em 1907. A recente abolição da escravatura , a desorganização de algumas clássicas regiões agrícolas , a migração de muitos fazendeiros para a cidade, a entrada de imigrantes europeus, muitos deles operários na Europa, o capital oriundo das exportações de café concentrado em São paulo, somado à explosão da grande guerra, foram elementos que contribuíram para impulsionar essa primeira fase da industrialização brasileira. As indústrias têxteis e alimentícias foram as que mais cresceram nesse primeiro momento.
Apesar do avanço trazido pela Primeira Guerra, ao findá-la, os bens industriais produzidos no Brasil não conseguiam concorrer com os importados; as mercadorias produzidas aqui , além de caras, eram de qualidade inferior àquelas importadas dos Estados Unidos e Europa. Esse primeiro impulso industrial não foi suficiente para mexer com a estrutura econômica do país que se baseava no setor primário. Ademais, o governo brasileiro da época estava preocupado em assegurar a liderança no setor cafeeiro do que se esforçar em proteger a incipiente indústria nacional.
Nas primeiras décadas do século XX, o Brasil estava longe de ser considerado um país industrializado, mas algumas bases foram estruturadas, inclusive com a chegada de algumas subsidiárias estrangeiras: Ford Motor Company e a General Motors instalaram oficinas de montagem no país nos anos 1910; a Pullman-Standard Car Export Corporation, fabricante de trens, em 1913; as indústrias alimentícias de carne Wilson , Anglo, Armour e Swift, durante a guerra. As primeiras grandes siderúrgicas a operar no Brasil foi a Belgo Mineira (franco-belga), em Minas Gerais, no ano de 1921.
Essa fase embrionária da industrialização brasileira via substituição de importação estava atrelada a um Brasil ainda extremamente dependente da importação de máquinas e equipamentos. O Brasil era ainda um país agroexportador, cuja economia e política estavam assentadas no café, principal produto brasileiro.
A ERA VARGAS: O ESTADO À FRENTE DO DESENVOLVIMENTO
A crise de 1929 e a depressão que se seguiu nos anos 1939 reconfiguraram a conjuntura internacional e também a brasileira. Internamente, a Revolução de 1930 representou o fim de uma guinada histórica na economia , com a derrubada da oligarquia cafeeira do poder. A política do café com leite, conduzida pela elite agrária, com alternância do governo em São Paulo e Minas Gerais, dominava a cena política há três décadas. Esses episódios levaram à ascensão de uma nova classe política , liderada pelo gaúcho Getúlio Vargas (1882-1954).
A depressão econômica internacional restringiu os mercados do café brasileiro, gerando uma crise na economia nacional.
.jpeg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário