sexta-feira, 21 de novembro de 2025

HIDROGRAFIA DO BRASIL: BACIA DO SÃO FRANCISCO

 

      Localizada totalmente em território nacional, a Bacia do são Francisco estende-se por uma área aproximada de 640.000 Km², ocupando 8% do território. Como o próprio nome indica, o principal rio , coletor das águas da bacia, é o São Francisco. Os 2.700 Km percorridos pelo rio passam pelos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Sua bacia engloba, ainda, parte do Distrito Federal e de Goiás.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

A ESTRUTURA FUNDIÁRIA BRASILEIRA

 



Estrutura fundiária é a forma como as propriedades rurais estão organizadas e distribuídas quanto ao número e ao tamanho. Por meio dela, podemos entender a realidade social de uma nação. No Brasil, o retrato da estrutura fundiária e da produção agropecuária é fornecida pelos Censos agropecuários do IBGE, realizados de 10 em 10 anos; o último, porém, foi em 2006.
       O último Censo agropecuário acusou que no Brasil há 5,2 milhões de proprietários rurais que ocupam quase 330 milhões de hectares, ou 3,3 milhões de KM2, pouco mais de um terço do território nacional. A maior parte desses proprietários tem na pecuária bovina sua principal atividade , que ocupa 30% dos estabelecimentos agropecuários.
        Sabe-se que a estrutura fundiária brasileira e´uma das mais concentradas do mundo. Ela é uma herança dos tempos coloniais, quando se iniciou a concentração de terras. Ao contrário de muitos países, o Brasil não vivenciou uma ruptura histórica de alteração de poder que levasse a uma reforma agrária efetiva.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

O QUE SÃO COLINAS?

 

Colina (hill)



       Colina é uma pequena elevação da superfície, em geral côncavo-convexa, com altitude que não excede 50 metros. É encontrada em depressões e topos de planaltos; a colina é uma forma de relevo bastante suavizada em virtude de processos erosivos.


Fonte: Terra: Feições e Ilustrações

O QUE SÃO CHAPADAS?

 


Chapada constitui-se a designação dada a um planalto sedimentar com camadas horizontais ou suborizontais estratificadas, topos aplainados, com topografia acima de 600 metros.


    Fonte: Terras: feições ilustradas

  • Formação Geológica: São grandes planaltos, também chamados de altiplanos, que se formaram pela erosão em regiões de relevo elevado.
  • Características: Possuem superfícies planas no topo, frequentemente com vegetação rasteira, e encostas íngremes. A origem está ligada a processos como choques tectônicos e ação de agentes externos como vento e água.
  • Ecologia e Biodiversidade: As chapadas abrigam uma grande diversidade de flora e fauna, com muitas espécies raras e ameaçadas. São importantes para a preservação da biodiversidade e para a segurança hídrica, pois abrigam nascentes que alimentam rios.
  • Atrações e Atividades: São destinos populares para o ecoturismo, oferecendo trilhas, cachoeiras, grutas e paisagens ideais para observação da natureza.
  • Principais Exemplos no Brasil:
    • Chapada Diamantina (BA)
    • Chapada dos Veadeiros (GO)
    • Chapada dos Guimarães (MT)
    • Chapada das Mesas (MA)
    • Chapada do Araripe (CE)
    • Chapada dos Parecis (MT)
    • Chapada do Guarani (SP) 

    • Fonte : AI Google.


segunda-feira, 29 de setembro de 2025

CHINA

 



1- A CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA DA CHINA



Há aproximadamente 30 anos, as previsões indicavam que, se mantido o ritmo em que se encontrava, a China seria a grande potência econômica do século XXI. Atualmente, o país é a segunda maior economia mundial e, se as novas projeções forem comprovadas, o gigante asiático deverá assumir a dianteira muito em breve, nos primos dois anos.

Sua performance não deixa dúvidas: nenhum país cresceu tanto, mesmo em tempos de crise. Para melhor entender o caminho percorrido pelo "dragão asiático", faz-se necessário focar três momentos decisivos que perpassaram pelo país no século XX: o jugo colonial, a Revolução Chinesa e as reformas econômicas de 1978.


O JUGO COLONIAL E A REVOLUÇÃO CHINESA

       O Reino Unido e o Japão subjugaram a China entre o final do século XIX e início do século XX. Os japoneses iniciaram a investida imperialista no Oriente e ocuparam parte da China em 1895. Já os britânicos, desde a primeira Guerra do Ópio (1839-1842), declararam guerra aos chineses por impedirem o negócio da droga comercializada por eles. O resultado foi a vitória britânica que, entre outras reparações de guerra impostas à china, se apropriaram de Hong Kong por meio do Tratado de Nanquim, em 1842.
       Contra a dominação estrangeira explodiu, 1899 e 1901, forte levante populacional: a Revolução dos Boxers. O movimento foi reprimido com êxito por britânicos e japoneses, que em nada julgavam útil aos seus interesses a rebelião camponesa. Uma outra resistência chinesa surgiria em 1900, quando nacionalistas fundaram o Koumitang (Partido Nacionalista), liderado pelo médico Sun Yat-Sen. O partido combatia não somente a dinastia imperial, mas também a presença estrangeira, criando uma república, em 1912, regime que não foi reconhecido pelas forças de ocupação britânica e japonesa.
       Pouco mais tarde, uma nova frente de resistência surgiria: em 1921, foi fundado o Partido Comunista Chinês, o PCCh. Ascendia entre as fileiras comunistas a imagem do líder, Mao Tsé-Tung.
       Além da dominação estrangeira, a China experimentava um momento de instabilidade interna, caracterizada pelas relações incertas entre nacionalistas e comunistas, ora aliado contra o invasor, ora em confronto entre si.
       Nesse primeiro momento da ambígua resistência chinesa, os nacionalistas organizaram-se e, liderados por Chiang Kay-Shek, priorizaram a perseguição aos comunistas, culo crescimento entre os camponeses incomodava o Kuomitang. E,m 1934, fugindo da perseguição, Mao Tsé-Tung e seus seguidores marcharam pelo interior do país, ao norte, percorrendo nove mil quilômetros, em uma das mais conhecidas táticas de guerrilha de todos os tempos, nomeada como Longa Marcha, também conhecida como  a Grande Marcha.
           A invasão japonesa na Manchúria, região rica em minérios localizada no norte da China, seguida da eclosão da Segunda Guerra mundial, suspendeu os embates entre nacionalistas e comunistas que, em 1937, selaram uma aliança para combater o invasor, pois, apesar das divergências, eles tinham um agressivo inimigo comum.
          Enquanto combatiam os japoneses, os comunistas chineses aumentaram consideravelmente seu efetivo militar e territorial, promovendo reformas agrárias nas terras conquistadas e, assim, ganhando cada vez mais o apoio da população, majoritariamente rural. As hostilidades entre comunistas e nacionalistas estavam suspensas, mas Chiang Kay-Shek dava mostras de incomodar-se mais com os avanços das tropas de Mao Tse-Tung e seus companheiros do que com o dos japoneses. Os camponeses, por sua vez, assumiam distintas posturas de guerra. Enquanto Chiang Kay-Shek , conhecedor da inferioridade militar chinesa, não empreendia grandes esforços  na resistência aos japoneses, conformando-se em manter algumas áreas longe do domínio nipônico, Mao e seus generais incitavam a população a resistir e a lutar com afinco. Outro fato que contribuiu para a desconfiança camponesa foi ver seus senhores, majoritariamente nacionalistas, selarem acordos com os japoneses, em uma clara colaboração com o invasor. A fama da corrupção nacionalista espalhava-se pela China. Em contrapartida, corriam rumores dos atos de heroísmo comunista, como a Longa Marcha e a forte resistência aos japoneses. 
           Após o desfecho da Segunda Guerra Mundial, com a rendição japonesa e o enfraquecimento das forças britânicas de ocupação, a aliança conjuntural entre nacionalistas e comunistas se encerrou. Teve início uma guerra civil que perdurou de 1945 atê 1949.
           Os comunistas foram vitoriosos e, em 1º de outubro de 1949, na Praça da Paz Celestial, Mao Tse-Tung anunciou a fundação da República Popular da China, uma nação socialista de acordo com a acepção marxista; era o fim de quase 5 mil anos d império. Os nacionalistas , liderados por Chiang Kay-Shek, se deslocaram para a ilha de Taiwan, onde anunciaram a República Nacionalista da China, "Estado" não reconhecido até hoje.
         Apesar de a China continental não aceitar a "pseudorrepública". os comunistas priorizaram a organização do novo país. Ademais, para eles seria difícil , naquele momento, vencer os nacionalistas dentro da ilha, que estavam circunscritos a um anel de proteção pelo mar, tornando a logística militar para um ataque à "ilha rebelde" inviável. Essa contenda estende-se aos dias atuais.  

O PERÍODO MAO TSE-TUNG

           Após séculos, havia na China um poder central e único de fato. Depois de uma rápida reestruturação dentro dos princípios soci alistas, realizaram-se amplas reformas, que tinham como mote central a planificação e estatização da economia. A reforma agrária foi o evento central nas inovações, uma vez que a China era majoritariamente rural. Grandes propriedades foram confiscadas pelo Estado e redistribuídas entre pequenos agricultores. Estimam-se em torno de 300 milhões o número dos camponeses contemplados com módicas áreas  - a maior reforma agrária da história. Posteriormente, seriam instituídas cooperativas agrícolas, as comunas, aumentando a produção do campo. 
          A estatização atingiu companhias , bancos, meios de comunicação e demais setores. Também na área de infraestrutura houve forte investimento em desenvolvimento: construção em larga escala de estradas de ferro, usinas hidrelétricas e diques. Na primeira etapa da gestão de Mao Tsé-Tung, foram criados 24 ministérios, com base em uma lista de temas prioritários: agricultura, educação, indústria de bens de produção, indústria leve, etc. Assim iniciou-se a fase de planos quinquenais na China.
          A industrialização nesse país desenvolveu-se a partir da Revolução Chinesa, concentrando-se na Manchúria, onde já existia uma indústria embrionária. No plano político, a china estreitou laços com a União soviética, apesar do incômodo que Mao causava em Stálin, sendo exatamente essa postura que provocou os primeiros atritos entre os dois países. É bem verdade que, apesar de aliados circunstanciais, Mao e Stálin há décadas divergiam sobre a "revolução do proletariado".  os dois líderes estavam mais interessados em defender as tradições históricas de seus países do que com afinidades ideológicas. Mesmo contrariado, Stálin apoiou a causa chinesa, mais do que queria e menos que podia. Enviou técnicos e burocratas para subsidiar a reconstrução da China. Um Tratado de Aliança foi assinado em 1950 e a união Soviética estendeu à China um programa de financiamento.

          

         



        


Geografia em Rede, 3º ano , 2016.







quinta-feira, 11 de setembro de 2025

O QUE É GOLPE DE ESTADO?

 




Golpe de Estado é a destituição ilegal, seja por meio da força das armas ou de uma ação política e jurídica ilegal, de um governo legitimamente constituído.

"Golpe de Estado é a destituição ilegal de um governo que foi legalmente constituído. Essa destituição pode ser realizada por intermédio de manobras políticas e jurídicas, bem como pela intimidação com o uso de armas. Por meio de um golpe, as instituições e a democracia são atacadas para que um novo governo seja formado à força."

"Existem grandes diferenças entre golpes de Estado e revoluções, pois os golpes não visam à manutenção do status quo, não promovem transformações nas estruturas da sociedade e, em geral, representam os interesses das elites econômicas. Ao longo da história republicana do Brasil, alguns golpes foram realizados."

"Resumo sobre golpe de Estado

Golpe de Estado é a destituição ilegal de um governo eleito democraticamente.

Essa destituição pode acontecer pelo uso da força militar ou por meio de manobras políticas e jurídicas.

Os golpes de Estado são realizados com apoio das elites econômicas.

Não promovem alteração do status quo.

Ao longo da história brasileira, aconteceram golpes de Estado em algumas ocasiões, como em 1930, 1937, 1964 e 2016.

O que é golpe de Estado?

O golpe de Estado é o ato de destituir à força ou de maneira ilegal um governo constituído de maneira democrática e legal (do ponto de vista da lei). Em outras palavras, o golpe de Estado é a derrubada de um governo por meio de artifícios ilegítimos para que um novo governo possa assumir o poder de um Estado.

Um golpe de Estado é muito relacionado com uma ação militar que derruba por meio do poder das armas de fogo um governo legalmente constituído para estabelecer um governo controlado pelos militares ou um governo civil aliado a eles. Entretanto, um golpe de Estado também acontece por meio de manipulação da Justiça e da política.

Sendo assim, quando a Justiça toma decisões inconstitucionais para consolidar a destituição de um governo ou quando o sistema político age de maneira ilegal, isso também é entendido como golpe de Estado. Também trata-se de um golpe quando um governo instituído se recusa a sair do poder após ser derrotado em uma eleição e mantém-se no poder ilegalmente. Para esses casos, pode ser usado o termo “autogolpe”.

Muitas vezes, golpes de Estado contam com apoio popular, mas esse apoio à destituição de um governo democraticamente eleito não altera a definição de golpe de Estado. Portanto, um golpe continua sendo entendido como um golpe mesmo com o apoio popular. Esse apoio pode ser obtido por meio de manipulação das informações ou simplesmente pelo desrespeito da população ao sistema democrático.

"Golpes de Estado são entendidos como ações realizadas pela elite, pois são conduzidos por um grupo específico que detém poderio político e econômico que visa à instalação de um governo que mais agrade aos seus interesses. Além disso, golpes de Estado não promovem alterações no status quo, contribuindo, na verdade, para a adoção de medidas de austeridade e acentuação da desigualdade social."


FONTE:https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-golpe-estado.htm

O QUE É LIBERALISMO ECONÔMICO?

 


O liberalismo económico é uma ideologia económica que defende a não intervenção do Estado na economia, promovendo a autonomia de indivíduos e empresas na tomada de decisões económicas. Os seus princípios fundamentais incluem a liberdade de mercado, o respeito pela propriedade privada e a busca pela livre competição, acreditando que a riqueza de uma nação reside na sua capacidade de produzir bens e serviços.

Princípios chave:
Não intervencionismo estatal:
O Estado deve ter um papel mínimo na economia, limitando-se a funções essenciais como defesa, administração da justiça e obras públicas.

Liberdade de mercado:
As decisões econômicas devem ser tomadas por indivíduos e empresas, com o mínimo de regulamentação governamental, permitindo que a oferta e a procura determinem os preços e a produção.

Propriedade privada:
O direito à propriedade privada é um pilar, pois os indivíduos são vistos como os melhores gestores dos seus recursos e propriedade.

Livre competição:
A competição entre as empresas e os indivíduos é vista como o motor da eficiência e da inovação, levando a uma maior produção de riqueza.

Objetivo:
O principal objetivo é organizar a economia em linhas individualistas, onde as decisões de produção e consumo são tomadas pelos agentes econômicos de forma livre e autônoma, sem a interferência de organizações coletivas ou do Estado.

Evolução:
Embora tenha sido um conceito fundamental ao longo do tempo, o termo "liberalismo econômico" passou por diferentes interpretações, sendo que, a partir da década de 1980, ganhou destaque a doutrina do neoliberalismo, que enfatiza a liberdade absoluta de mercado e uma restrição ainda maior da intervenção estatal.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

ESTADOS UNIDOS

 


1- A DOUTRINA MONROE

     Os Estados Unidos terminaram o século XX e iniciaram o século XXI na condição de maior potência mundial, a única hiperpotência. Em que pese já há algum tempo ser anunciado um possível fim da hegemonia estadunidense, a verdade é que, mesmo no final da segunda década do novo século, o país segue na condição de mais influente no mundo.

     Os Estados Unidos construíram historicamente a posição de potência completa, ou seja, é :

- Potência econômica, por apresentar o maior PIB mundial e por todo dinamismo que caracteriza sua economia;

- Potência militar , por construir a maior máquina de guerra de todos os tempos, com o uso, por exemplo, de ogivas nucleares;

- Potência tecnológica, pela imensa capacidade de produção técnica e científica e por concentrar algumas das melhores universidades do mundo.

- Potência política, pelo poder de influência e capacidade de persuasão no sistema internacional e por ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU;

- Potência cultural, pela imensa difusão mundial de costumes e de produtos culturais de alcance global nas áreas de cinema, música e outras expressões artísticas e literárias.

     Essa condição especial, adquirida ao longo do tempo pelos Estados Unidos, está associada à história de sua expansão territorial: das treze colônias iniciais, constituídas nos séculos XVII XVIII, ao quarto maior país do mundo em extensão territorial.

     Além da pujante economia construída desde meados do século XIX, a geopolítica interna e externa estadunidense ( em primeiro momento isolacionista e depois intervencionista) está por trás do seu grau de desenvolvimento.

Inicialmente os E.U.A eram compostos por treze colônias, hoje é composta por 50 Estados.

      A Doutrina Monroe, o mais importante conjunto de pensamentos da política isolacionista dos estados Unidos, foi estabelecida em 1823 pelo presidente James Monroe. É muito clara em seu intuito de afastar qualquer cogitação europeia de recolonização da América, diante do contexto de reorganização do velho continente após o turbulento período das guerras napoleônicas. Contudo , também traz uma menção de premeditada dubiedade quando externa o seu lema: " A América para os americanos." Como toda mensagem velada, há um quê de indefinição da frase: seria a Doutrina um aviso para que se respeitasse a autonomia dos recém-independentes países americanos ou um aviso subliminar das intenções intervencionistas do ascendente país?


      É muito comum entre os estudiosos entender a Doutrina Monroe coo um marco da construção do poderio estadunidense, muito embora limites históricos  rígidos sejam sempre passíveis de questionamento. Outro remete ao próprio processo de colonização, que se deu de forma diferenciada no país e ao isolacionismo que caracterizou sua história até a Primeira Guerra Mundial. O Destino Manifesto é outro ingrediente a ser considerado no processo expansionista estadunidense.


    

Fonte: ADÃO, Edilson, Geografia em Rede, 2016.

     

Atividade

1. Sobre a Doutrina Monroe, qual era seu principal lema?

a) "A América para os europeus"
b) "A América para os americanos" ✅
c) "Liberdade e democracia para todos"
d) "Paz mundial pela força"

Gabarito: b


2. A Doutrina Monroe tinha como objetivo:

a) Estimular a colonização europeia na América.
b) Impedir a expansão territorial dos EUA.
c) Rejeitar novas intervenções coloniais da Europa no continente americano. ✅
d) Garantir a independência do Canadá.

Gabarito: c


3. A Doutrina Truman foi lançada no contexto:

a) Da Revolução Francesa.
b) Da Primeira Guerra Mundial.
c) Da Guerra Fria. ✅
d) Da independência das 13 colônias.

Gabarito: c


4. O objetivo da Doutrina Truman era:

a) Conter a expansão do comunismo no mundo. ✅
b) Apoiar a restauração dos impérios coloniais.
c) Ampliar o comércio apenas com a América Latina.
d) Defender a expansão territorial dos EUA para o oeste.

Gabarito: a


5. Qual relação pode ser feita entre as duas doutrinas?

a) Ambas reforçaram a política externa isolacionista dos EUA.
b) Ambas buscavam limitar a influência estrangeira considerada uma ameaça aos interesses norte-americanos. ✅
c) Ambas foram criadas durante o mesmo período histórico.
d) Ambas apoiaram a colonização europeia na América.

Gabarito: b


6. A Doutrina Monroe e a Doutrina Truman refletem:

a) A mudança dos EUA de um país isolado para um país intervencionista. ✅
b) A dependência econômica dos EUA em relação à Europa.
c) A perda de poder dos EUA durante o século XX.
d) A recusa dos EUA em se envolver em assuntos internacionais.

Gabarito: a

domingo, 24 de agosto de 2025

UMA FOLHA EM TRÊS ANOS

 


    

 No Estado de Song um homem reproduziu em marfim uma folha de amoreira para dar de presente ao rei. Ele levou três anos nesse trabalho. O resultado foi uma folha maravilhosa, delicada nos traços, cores finas e brilhantes. Quando alguém a colocava junto com outra folha de verdade, ninguém conseguia distinguir uma da outra. esse homem recebeu o pagamento do governador de Song por tamanha perfeição. 

     Ouvindo isso, Liezi disse:

     _ Se a mãe natureza precisar de três anos para fazer uma folha, tudo aquilo que tem folhas vai se tornar uma raridade. Por isso, o sábio deve se apoiar na sabedoria da natureza,e não na inteligência dos homens.

50 Fábulas da China Fabulosa

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

EXERCÍCIO ESTADOS UNIDOS

 Questionário

1- A Doutrina Monroe oi estabelecida em 1823 pelo presidente James Monroe. O que significou essa doutrina para a América central?

A Doutrina Monroe justificou as intenções intervencionistas dos Estados Unidos na América Central, validando seu domínio ideológico e político na região e contribuindo para o status de dependentes que caracteriza os países centro-americanos.

2- O termo corolário contém uma conotação de continuidade, prosseguimento. o que foi o corolário Roosevelt?

3- Uma das ações mais efetivas e marcantes da Doutrina Monroe e que se deu sob o governo Roosevel está relacionada ao Canal do paraná. Explique o contexto de construção e uso do Canal do panamá.

4- Em 1901, foi aprovada a menda Platt. O que foi essa emenda e qual sua relação com a Doutrina Monroe?



LOGO postarei as respostas.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

FONTES DE ENERGIA

 



AS FONTES ENERGÉTICAS

     A energia tem a função básica e fundamental na organização social e na produção econômica. A Revolução Industrial teve como base o uso de energia obtida pela queima do carvão. Na chamada segunda revolução Industrial, no século XIX, a eletricidade e o motos à explosão reconfiguraram as formas de produção possibilitando novas formas de aquecer os ambientes, movimentar as máquinas, os veículos de transporte e intensificar as formas de comunicação. A energia pode ser obtida a partir de diferentes fontes, denominadas fontes energéticas, que são classificadas como:

Fontes primárias: energia dos  recursos naturais, como água de rios, mares e oceanos; madeira; petróleo; gás natura; carvão mineral etc.

Fontes secundárias: Obtidas a partir da transformação das fontes primárias em altos fornos, refinarias e usinas. As fontes primárias transformadas geram energia secundária, como eletricidade, que pode ter origem hidrelétrica (a partir da água), termelétrica ( a partir do carvão e do petróleo) ou nuclear ( a partir do urânio), por exemplo.

Fontes renováveis: Cujo o tempo de recomposição (tempo em que cada fonte leva para se recompor naturalmente no planeta) é relativamente curto em relação ao tempo de vida humano. Exemplos: hidreletricidade, lenha, derivados da cana-de-açúcar, entre outros.

Fontes não-renováveis: Fontes que não podem ser regeneradas após seu esgotamento. Exemplos: petróleo, gás natural,carvão mineral, urânio e outros minerais.

A demanda por energia aumenta em todas as regiões do globo por diversos fatores: a população mundial continua a crescer e mais pessoas tem acesso ao consumo de energia. além disso, muitos que não o tem podem começar a usufruí-lo. E a maior demanda continua sendo por energia primária.

MAIORES PRODUTORES DE ENERGIA NUCLEAR (2016)

  1. Estados Unidos
  2. França
  3. Rússia
  4. Coréia do Sul
  5. Alemanha
  6. China
  7. Canadá
  8. Ucrânia
  9. Reino Unido
  10. Suécia
     O conjunto dos recursos naturais de energia oferecidos em um determinado país ou região é denominado matriz energética. podemos dizer , então, que a matriz energética de uma determinada região ou país pode ser formada por diversas fontes, ou seja, advém de diferentes recursos energéticos. A análise da matriz energética ao longo do tempo indica como e quais recursos naturais o país ou região está utilizando. isso pode auxiliar no planejamento energético para o uso de gerações futuras.
     
Fonte: De Agostini Geografia,3/3/2016.



     


TIPOS DE INDÚSTRIA

 Assunto sobre tipos de industria na imagem abaixo.



sábado, 12 de julho de 2025

INDÚSTRIA MUNDIAL

 



1- AS REVOLUÇÕES INDUSTRIAIS

     Não é fácil datar a Revolução industrial. Embora o uso de algumas manufaturas a vapor para bombeamento de água em minas seja observado no começo do século XVIII, é a partir da segunda metade do século que a Revolução Industrial tornou-se mais perceptível. Desde que se iniciou, o processo é contínuo e desenvolve-se até os dias atuais, marcados por uma dinâmica renovação tecnológica. Dividimos em três estágios, cada um contemplando e aprimorando o outro.

     A Revolução Industrial foi mais visível na Inglaterra, no final do século XVIII. A substituição do trabalho manual pela maquinofatura e a das ferramentas por máquinas do setor fabril marcaram o início do período. A  invenção de uma sofisticada máquina a vapor para a época, por James Watt, em 1768, também foi importante para esse conjunto de mudanças que se expandia. O setor têxtil foi o primeiro a incorporar  as máquinas no processo de produção, seguido pelo setor de transportes (locomotivas e navios), que igualmente passou a incorporar o vapor como força motriz: era a revolução das comunicações terrestres e marítimas.

     A substituição de energia humana e de tração animal por uma força motriz, movida em primeiro momento pela energia hidráulica e, em segundo momento, pelo carvão, também marcou esse primeira etapa, pois trouxe novos contornos ao capitalismo.



     A transformação de um sistema de produção domiciliar têxtil para a produção fabril não poderia ter ocorrido sem implicações políticas e conflitos culturais. A nova organização da produção exigia disciplina de horários e supervisão, seguidos por uma divisão de funções. Era uma grande mudança na cultura do século XVIII. As sucessivas ondas de inovações técnicas pautariam os anos vindouros.

     No fina do século XIX e início do século XX, iniciou-se a Segunda Revolução Industrial com o advento da eletricidade e do petróleo como novos ingredientes energéticos, redimensionando a dinâmica industrial, que se tornaria bem mais complexa que a primeira revolução.  Surgem os primeiros altos-fornos e as siderúrgicas, as indústrias químicas e o setor metalúrgico e as máquinas laminadoras produtoras de chapas de alumínio, níquel e cobre. A Inglaterra nessa fase perde a vanguarda da indústria para novos centros, como Alemanha, França e  Estados Unidos.

     O final do século XIX testemunhou a invenção do telefone e dos primeiros sinais do rádio; alguns anos depois, já no começo do século XX, vieram os primeiros aviões, o automóvel, o elevador, a geladeira, entre outros novos engenhos, produtos dessa nova fase da Revolução Industrial.

     A Terceira Revolução Industrial data da segunda metade do século XX (período do pós-guerra) e é caracterizada pela incorporação científica ao processo industrial. Estendida aos demais setores além da própria indústria, como comunicações e serviços, também é denominada Revolução Pós-industrial.]

     Essa fase foi marcada pela Guerra Fria ( 1945-1991), e abusca pela hegemonia geopolítica forçava os Estados Unidos e a União Soviética  a uma corrida tecnológica em setores estratégicos, como o espacial, o militar e o atômico, o que impulsionou o desenvolvimento industrial. Foi nessa fase que aconteceu a corrida espacial e iniciou o desenvolvimento de satélites, aviões propulsores, sistemas de radares e energia nuclear, alem de serem registrados os primórdios da informática e da internet, o aprimoramento da indústria química, como os variados tipos de plásticos, a robótica e a biotecnologia. 

MODELOS DE PRODUÇÃO

     Desde o advento da primeira Revolução Industrial, empresários e industriais preocuparam-se em racionalizar a produção, visando tirar melhor proveito do tempo e da função do trabalhador. Algumas das formas de aumentar a produtividade foram o taylorismo, o fordismo e o toyotismo.

TAYLORISMO

O taylorismo, também conhecido como administração científica, é um sistema de organização do trabalho focado na eficiência, desenvolvido por Frederick Winslow Taylor no início do século XXEle propõe a divisão do trabalho em tarefas simples e repetitivas, a padronização de métodos e a supervisão rigorosa, com o objetivo de aumentar a produtividade. 
Principais características do taylorismo:
  • Divisão do trabalho:
    O trabalho é dividido em tarefas simples e repetitivas, cada trabalhador executa uma única função. 
  • Especialização:
    Cada trabalhador se especializa em uma tarefa específica, o que aumenta a eficiência. 
  • Padronização:
    Métodos de trabalho são padronizados para garantir eficiência e uniformidade. 
  • Monitoramento:
    Os trabalhadores são supervisionados de perto para garantir que sigam os padrões estabelecidos. 
  • Remuneração por produção:
    O salário é frequentemente baseado na produção, incentivando os trabalhadores a serem mais eficientes. 
Críticas ao taylorismo:
  • Desumanização do trabalho:
    A divisão do trabalho pode levar à monotonia e à perda de sentido no trabalho. 
  • Expropriação do conhecimento:
    O conhecimento sobre o processo produtivo é centralizado na gerência, afastando os trabalhadores da tomada de decisão. 
  • Dificuldade de adaptação:
    O taylorismo pode ser inflexível e ter dificuldades em se adaptar a mudanças no mercado. 
Influência do taylorismo:
O taylorismo teve uma grande influência no desenvolvimento da produção em massa, especialmente no contexto do Fordismo. Embora muitas de suas características tenham sido criticadas e superadas, alguns princípios do taylorismo ainda são aplicados em algumas áreas, buscando otimizar a eficiência e a produtividade. 

   FORDISMO

  O Fordismo foi um sistema de produção em massa criado por Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, em 1914, com o objetivo de reduzir o tempo e custo de produção de veículosCaracterizado pela linha de montagem e especialização do trabalho, o Fordismo revolucionou a indústria automobilística e se tornou um modelo para outras indústrias. 

Características:
  • Linha de montagem:
    As peças eram transportadas por esteiras rolantes, e cada trabalhador realizava uma tarefa específica, otimizando o processo produtivo. 
  • Especialização do trabalho:
    Os operários eram designados para funções específicas, aumentando a eficiência e a velocidade da produção. 
  • Produção em massa:
    O Fordismo visava a fabricação de grandes quantidades de produtos padronizados, com foco na redução de custos. 
  • Automatização:
    A introdução de máquinas e equipamentos agilizou o processo produtivo e reduziu a necessidade de mão de obra manual. 
  • Trabalho repetitivo:
    A especialização e a linha de montagem levaram a trabalhos repetitivos e monótonos para os operários. 
Vantagens:
  • Redução de custos:
    A produção em massa e a eficiência da linha de montagem reduziram os custos de produção.
  • Aumento da produtividade:
    A especialização e a automatização aumentaram a capacidade de produção.
  • Disponibilidade de produtos:
    A produção em massa tornou os produtos mais acessíveis para um número maior de pessoas. 
Desvantagens:
  • Trabalho repetitivo e monótono:
    A especialização excessiva levou a trabalhos repetitivos e pouco estimulantes para os operários.
  • Baixa qualificação:
    Os trabalhadores eram especializados em tarefas específicas, o que limitava sua capacidade de aprender novas habilidades.
  • Crises:
    O Fordismo enfrentou crises devido à sua rigidez e à dificuldade de se adaptar às mudanças no mercado. 
Declínio:
A partir da década de 1970, o Fordismo começou a entrar em declínio, devido a fatores como: 
  • Crises do petróleo: Aumento dos custos de produção devido à alta no preço do petróleo. 
  • Surgimento do Toyotismo: O sistema de produção japonês, mais flexível e adaptado às demandas do mercado, ganhou destaque. 
  • Mudanças no mercado: As demandas por produtos mais diversificados e personalizados cresceram, o que dificultou a produção em massa do Fordismo. 
Em resumo, o Fordismo foi um sistema de produção que revolucionou a indústria, mas que enfrentou desafios e foi gradualmente substituído por modelos mais flexíveis e adaptados às novas demandas do mercado. 

   TOYOTISMO

 O toyotismo é um sistema de produção industrial que surgiu no Japão, na década de 1970, e se tornou uma alternativa ao fordismoEle se destaca pela produção sob demanda, conhecida como just-in-time, buscando eliminar estoques excessivos e otimizar recursos, resultando em maior flexibilidade e eficiência. 

Características principais do toyotismo:
  • Produção sob demanda (just-in-time):
    A produção é realizada conforme a demanda do mercado, evitando o acúmulo de estoque. 
  • Redução de desperdícios:
    O foco na eficiência leva à eliminação de perdas em todas as etapas do processo produtivo. 
  • Flexibilidade:
    O sistema permite adaptação rápida às variações da demanda e diversificação de produtos. 
  • Melhoria contínua (Kaizen):
    O toyotismo busca constantemente aprimorar os processos produtivos através da participação dos trabalhadores e da busca por soluções inovadoras. 
  • Trabalho em equipe:
    A valorização do trabalho em equipe e a participação dos funcionários são cruciais para o bom funcionamento do sistema. 
  • Respeito aos trabalhadores:
    O toyotismo busca criar um ambiente de trabalho que valorize o bem-estar e o desenvolvimento dos funcionários. 
Origem e contexto histórico:
O toyotismo surgiu na Toyota, empresa automobilística japonesa, como resposta às necessidades do mercado japonês e como alternativa ao fordismo. O modelo se difundiu mundialmente a partir da década de 1970, impulsionado pelas crises do petróleo e pela necessidade de maior eficiência e flexibilidade produtiva. 
Diferenças em relação ao fordismo:
  • Enquanto o fordismo priorizava a produção em massa e o acúmulo de estoques, o toyotismo busca a produção sob demanda e a redução de estoques. 
  • O fordismo era caracterizado pela rigidez e pela divisão do trabalho, enquanto o toyotismo valoriza a flexibilidade e a participação dos trabalhadores. 
  • O toyotismo busca a melhoria contínua dos processos, enquanto o fordismo era mais rígido em relação às mudanças. 


Tipos de Indústria

Dá-se o nome de indústria ao conjunto de atividades que transformam a matéria-prima em mercadoria. Em sentido mais amplo, concebemos indústrias por três meios: artesanato, que tem como base intensa atividade manual de artesão, manufatura, como emprego de máquinas simples e ferramentas, mas igualmente com manipulação manual; e a maquinofatura, ou seja, a introdução das máquinas no processo produtivo, prática implementada a partir da primeira Revolução Industrial. Chamamos a indústria moderna de indústria de transformação por ser caracterizada pelo uso intenso de maquinofatura.

Há vários critérios para classificar uma indústria, mas o mais usual é aquele que de acordo com o tipo de produção. assim, podemos classificar a indústria de transformação em:

Industria de Bens de Produção: Também chamada de indústria de base, são enquadradas nesse setor as siderúrgicas, as metalúrgicas, os setores petroquímicos e ferreiro, o cimento, entre outros. Em geral, transformam grande volume de matéria-prima em insumos industriais, como o aço ou laminado. São as indústrias que abastecem outras indústrias, ou seja, não têm a sociedade civil como compradora de seus produtos, e sim outras empresas.

Indústria de bens de capital: Também chamada de Bens intermediários, a finalidade dessas indústrias é produzir máquinas e equipamentos para as demais, como a indústria mecânica ou de autopeças. Localiza-se, normalmente próximas aos grandes centros de consumo.

Indústria de Bens de Consumo: Atende diretamente a sociedade civil e é subdividida em:

Bens de consumo duráveis: produz gêneros de longa durabilidade, como indústria automobilística e eletrônica.

Bens de consumo não-duráveis: produz gêneros de vida útil curta, como o setor de alimentos, têxteis, bebidas, entre outros.


Podemos classificar as indústrias de acordo com o grau de uso tecnológico. Nessa classificação, temos as indústrias tradicionais com baixa tecnologia e forte contingente de mão-de-obra, como o setor de bebidas, as dinâmicas, com tecnologia avançada e alta qualificação de mão de obra, como a robótica ou microeletrônica.

GEOGRAFIA EM REDE, 2º ano , 2016.

     

     


O QUE DIZER

  o que quero dizer com isso  é perdi tantos e tantos anos da  minha vida estando muito exausta/ cansada de fome/ deprimida/ triste demais p...