segunda-feira, 12 de maio de 2025

O ESPAÇO GEOGRÁFICO

 


         O espaço geográfico está em constante transformação, pois, ai longo da história , as ações humanas vem organizando social e materialmente o espaço . Com seu trabalho, os seres humanos criam objetos fixos no solo, como ocorre em construções de prédios, fazenda, indústrias, usinas, ruas que visam facilitar a vida e e possibilitam os fluxos de energia, de trabalho, de trânsito, de informação de pessoas e veículos. Contudo, essa organização não ocorre de forma homogênea.

A TRANSFORMAÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO

          No ano de 2015, pela primeira vez da história, cerca de 7,33 bilhões de habitantes conviviam no planeta Terra. Cifra inédita de pessoas consumindo objetos, água, energia, trabalhando ou à procura de trabalho; estudando ou sem estudo; precisando de alimento ou se alimentando; divertindo-se; construindo, gerando lixo, transpirando, procurando sobreviver. 
           O aumento de habitantes no planeta ocorreu justamente num momento de elevado estágio de consumo, de desenvolvimento tecnológico, de fluxos instantâneos de informação e comunicação entre diferentes pontos da Terra e de intensa transformação da natureza. Imagine o volume de trabalho, de produção e de circulação de suprimentos (como alimentos, água, energia, moradia) necessário para atender a todos. Se fosse possível visualizarmos, numa só imagem, todos esses fluxos e construções, todas as pessoas em alguma de suas atividades cotidianas e todos os objetos que atualmente coexistem no planeta, ficaríamos sem fôlego, não é? tanto objetos, ações, circulações, transportes num ritmo tão frenético e com intenso gasto de energia, tanta transformação da natureza, produção agrícola, crescimento populacional e de cidades!
          Podemos afirmar que, nesse movimento, o espaço geográfico está sendo mais ocupado , usado, transformado, produzido. Por conseguinte, a circulação e o transito aumentam. Entretanto, essa transformação se dá de forma desigual - social, econômica e espacialmente.
          É imensa a demanda por espaço para moradia e por alimentos. Como cada lugar no espaço geográfico tem valores e usos diferenciados, o controle , a posse ou propriedade e o direito a usá-lo são alvos de interesses distintos - individuais ou por parte de grupos, famílias e países. Muitas vezes isso gera disputas, conflitos e até mesmo guerras. Consequentemente, questões locais se mundializam. Além disso, a busca pelo domínio de diferentes lugares levou à exploração e controle de pontos do espaço sideral.
          Conceitos como os de espaço, território, lugar, paisagem e região são como lentes através das quais a Geografia estuda o espaço geográfico, os fenômenos sociais e naturais interligados e interdependentes, e oferece possibilidades de entendimento das realidades locais e internacionais.

Fonte: GEOGRAFIA EM REDE, 2016.

URBANIZAÇÃO

HISTÓRIA DAS CIDADES

           O conceito de urbanização expressa o processo histórico de intensificação da vida nas cidades. Utiliza-se o termo "urbano" (latim urbis,que quer dizer cidade) para designar as atividades e relações que as caracterizam.

A origem das primeiras cidades está ligada ao momento em que os seres humanos deixaram de viver apenas da caça e da coleta e passaram a praticar a agricultura e a criação de animais — um período conhecido como Revolução Neolítica, que começou por volta de 10.000 a.C.


🌾 1. O início da vida sedentária

Antes disso, os grupos humanos eram nômades, ou seja, se mudavam constantemente em busca de alimento e abrigo.
Com o domínio da agricultura e da pecuária, as pessoas começaram a se fixar em um mesmo local, pois já podiam produzir o que precisavam para sobreviver.


💧 2. As aldeias agrícolas

As primeiras aldeias surgiram próximas a rios, onde o solo era fértil e havia água em abundância.
Essas aldeias cresceram à medida que a população aumentava.
Entre os exemplos mais antigos estão:

  • Jericó (na atual Palestina), habitada por volta de 8.000 a.C.

  • Çatal Hüyük (na atual Turquia), datada de 7.000 a.C.


🏛️ 3. O surgimento das cidades

Com o passar do tempo, algumas aldeias tornaram-se centros urbanos, pois:

  • Houve excedentes agrícolas (produção de alimentos além do necessário);

  • As pessoas começaram a trocar produtos (surgiu o comércio);

  • Apareceram trabalhos especializados (oleiros, ferreiros, tecelões);

  • Foi criada uma organização social e política mais complexa.

Esses fatores deram origem às primeiras cidades por volta de 4.000 a.C., especialmente nas regiões chamadas de “berços da civilização”.


🏺 4. Onde surgiram as primeiras cidades

As primeiras civilizações urbanas se desenvolveram em vales férteis:

  • Mesopotâmia (entre os rios Tigre e Eufrates) – cidades como Ur, Uruk e Babilônia;

  • Egito (rio Nilo) – cidades como Mênfis e Tebas;

  • Vale do Indo (atual Índia e Paquistão) – cidades como Harapa e Mohenjo-Daro;

  • China (rios Huang He e Yang Tsé) – cidades como Anyang.


⚖️ 5. Consequências do surgimento das cidades

  • Desenvolvimento da escrita e da administração;

  • Surgimento de religiões organizadas e templos;

  • Construção de monumentos e sistemas de irrigação;

  • Aumento das diferenças sociais entre ricos e pobres.

 Um mundo cada vez mais urbano


Em 2008, pela primeira vez na história, foi verificado que mais da metade da população mundial vive em cidades. Segundo um estudo de 2015 realizado pela ONU, estima-se que 66% da população mundial viverá em áreas urbanas em 2050.
         
         O atual crescimento urbano ocorre tanto pelo aumento do crescimento vegetativo como pela migração campo-cidade, que já ocorre há muito tempo, e que agora se intensifica. Ente outros motivos, um parece de grande peso: 75% da pobreza se localiza em áreas rurais, sobretudo nos países mais pobres, onde vivem cerca de 80% da população mundial. Obviamente, também há riqueza no campo, mas se concentra nas mãos de poucos. Nas cidades não é diferente. A riqueza se concentra nas mãos de uma minoria. mas é nela que os fluxos de capitais ocorrem com maior intensidade e a maior parte da riqueza se materializa, em forma de construções, empregos, consumo. Isso acontece com bem menos intensidade nas áreas agrícolas, embora elas estejam cada vez mais interdependentes e inter-relacionadas às urbanas.

         Os países mais pobres, localizados principalmente na África Subsaariana, são essencialmente agrícolas. Em países em desenvolvimento, como no norte da África, e também em outras partes do mundo, principalmente no sul da Ásia, com a proeminente presença da China e Índia, a grande maioria dos pobres reside em áreas rurais. Nos países urbanizados, a maioria dos quais localizadas na América do Norte e na Europa Ocidental e também no norte da Ásia, as maiores taxas de pobreza são registradas em áreas rurais, embora uma parcela dos pobres viva em áreas urbanas.

         Mesmo com a marca histórica de urbanização do planeta, o estudo chamado Perspectivas da urbanização mundial, elaborado pela Divisão de População das nações Unidas em 2015, indica que o crescimento da população urbana e rural no mundo continuará aumentando e ainda de maneira desequilibrada entre as regiões do mundo.

         Na década de 1950, a maioria da população dos países europeus , dos estados Unidos, do Canadá e da Austrália residia em cidades. Nesses países se localizam as regiões mais industrializadas do mundo. No século XXI, o aumento da urbanização mão está mais tão relacionado às áreas mais industrializadas. Ele se mostra mais intenso na Ásia e na África, continentes menos industrializados.


DESIGUALDADE E SUSTENTABILIDADE SOCIOESPACIAL URBANA

 Enquanto em alguns centros urbanos as desigualdades socioespaciais mostram sinais de diminuição, em outros começam a mostrar sua face. Mas, quando se afirma que está ocorrendo diminuição das desigualdades, é preciso cautela. Isso não acontece de forma homogênea nem em todos os lugares. E há lugares em que está ocorrendo justamente o contrário: o aumento das desigualdades. O fato é que , no período atual, as desigualdades socioespaciais atingem a todos, nos países ricos e nos países pobres.
         Nos países pobres ou em desenvolvimento, poucas cidades, ou apenas uma grande cidade, assumiram as funções de metrópole nacional. Outras grandes cidades, embora também tenham se tornado metrópoles, têm de recorrer à metrópole nacional. No Brasil, criaram-se polos regionais, com intenso desenvolvimento urbano centralizado em  são paulo, não surgindo outros centros urbanos com desenvolvimento tão acelerado como o dessa cidade. Isso direcionou todo o fluxo migratório para o Sudeste, principalmente para são Paulo e rio de Janeiro, criando um desiquilíbrio regional e urbano no país.
          Nos países ricos e desenvolvidos, as atividades de mais alto nível se distribuem entre diversas grandes cidades. O conjunto dessa atividades não é monopolizado, concentrado em uma só aglomeração. Em alguns desses países, como os Estados Unidos, várias metrópoles dividem entre si a tarefa de comendar a produção do país. Nos países desenvolvidos, a rede urbana se constituiu de forma menos concentrada espacialmente do que nos países pobres ou em desenvolvimento.  os núcleo urbanos se desenvolveram por várias regiões do território interligadas às áreas agrícolas, permitindo um equilíbrio maior na distribuição da população entre a cidade e o campo, tendo menor êxodo rural que os países subdesenvolvidos. nesses países, existe um maior equilíbrio na distribuição espacial das cidades. Mas isso não impediu que neles se formassem algumas das maiores aglomerações urbanas do planeta.

        Países ricos e mais urbanizados mostram sinais de que problemas outrora somente relacionados aos países pobres também passam a afetá-los. Entre eles, falta de emprego, queda de renda, conflitos étnicos, falta de moradia, problemas ambientais e violência urbana. os contrastes urbanos e as contradições sociais agora também são perceptíveis nas grandes cidades de países ricos.
         Por outro lado, em países como o Brasil,que apresenta contrastes socioespaciais gritantes, há cidades que começam a pensar em soluções inovadoras para os problemas urbanos.
          Além das questões abordadas, outros motivos que ajudam a explicar a tendência de diminuição no ritmo de crescimento urbano, em termos mundiais, podem ser relacionados a questões de sustentabilidade do planeta. A vida urbana requer um altíssimo consumo de energia e abastecimento e maior intensidade de transformação da natureza. Cada vez mais se buscam políticas ambientalmente sustentáveis para a vida nas cidades.
          Mas a sustentabilidade urbana deve ser realizada como política pública, atingindo todas as classes sociais, todos os cidadãos. Isso significa que todos têm direito às conquistas e às soluções inovadoras urbanísticas e ambientais.
          Como as cidades ainda são o centro por excelência de concentração  e reprodução de capital, da modernidade, muitas das experiências inovadoras do ponto de vista ambiental são reservadas às cidades mais abastadas economicamente, como a construção de prédios inteligentes e ambientalmente sustentáveis.

         


Fonte:

História das cidades- Chate GBT

Geografia em Rede, 2º ano , 2016.



MIGRAÇÃO MUNDIAL



MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS E OS REFUGIADOS


          Desde tempos remotos, o ser humano desloca-se pelo espaço, por vezes a curta distância, em outras atravessando mares, oceanos, continentes. A essa modalidade pelo espaço geográfico chamamos de migração, exceto quando se trata de uma viagem eventual. Quando ocorrem dentro de um mesmo país, chamamos de migrações internas e, quando ocorrem entre países, denominamos migrações internacionais. Emigrante é aquele que sai de um lugar; Imigrante é aquele que chega; e migrante é quem está em processo de deslocamento.

          As migrações internacionais são uma das mais fortes características do mundo contemporâneo, especialmente a partir da última década do século XX. As pessoas migram , fundamentalmente, em busca de novas perspectivas. De acordo com o relatório da ONU de 2013, "Migração internacional e desenvolvimento", o mundo conta com aproximadamente 232 milhões de imigrantes, correspondendo a 3,2% da população mundial, sendo que 59% desses imigrantes estão ricos.


A HISTÓRIA E SUA DIVISÃO


          O conceito de História está associado à ideia de narração ou relato. Esse conceito, ao longo dos tempos, ganhou diversos significados. nos dias atuais, o sentido crítico dos acontecimentos do passado faz parte da produção historiográfica.

           Para entendermos melhor a História é necessário divid-la. portanto, usaremos uma linha do tempo em que fatos significativos marcam seus limites.


Pré-História: período anterior à invenção da escrita, compreende o período de 3 milhões a 4 milhões a.C.

Idade Antiga: período correspondente ao início da escrita até o fim do Império romano do Ocidente.

Idade Média: Período que corresponde ao fim do império romano do Ocidente e vai até 1453, com a queda da cidade de Constantenopla pelos turcos.

Idade Moderna: período que abrange o tempo entre a queda de constantenopla e o início da Revolução Francesa.

Idade Contemporânea: Período que se inicia com a Revolução Francesa  e se estende até os dias atuais.

          É importante observar que a nomenclatura e a contagem do tempo não são unânimes entre os historiadores; portanto, você poderá encontrar datas e nomes diferentes em outras postagens e publicações.

           CONTAGEM DO TEMPO

         Uma das preocupações do ser humano foi controlar o tempo, no decorrer das civilizações, tendo a certeza de que quando oinverno chegaria , de quando seria hora de plantar e de colher, enfim, poderia organizar melhor a sua vida. essa necessidade evoluiu para a criação do calendário.

         Ao longo da História, as diversas culturas, como a hindu e aislâmica, a chinesa e a judaica, adotaram diferentes modelos de calendário.

  

Fonte: Novo Método de Aprendizage, São paulo, DCL,  2012


CLIMA DO BRASIL



1- ( ENG. ITAJUBA) No Brasil existem três grandes regiões climáticas:

a) equatorial, temperada, desértica.

b) equatorial,tropical e subtropical

c) tropical, subtropical e temperada

d) desértica, equatorial e tropical

e) subtropical, equatorial e tropical







GABARITO

1-B

domingo, 11 de maio de 2025

URBANIZAÇÃO BRASILEIRA

URBANIZAÇÃO BRASILEIRA




 Brasil: de agroexportador a urbano-industrial


          Até a década de 1940, o Brasil ainda era considerado um país cujas atividades concentravam-se predominantemente no meio rural: a maior parte da população vivia no campo. Segundo o geógrafo Milton Santos, o crescimento urbano brasileiro foi um dos mais rápidos, intensos e violentos do século XX. Essas mudanças ocorrem de forma desigual em todas as regiões brasileiras, revelando a intensa transformação territorial que ainda acontece no país.

           O modelo de economia agroexportadora foi fundamental na estruturação urbana e territorial do país. São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, organizaram seu comércio voltado, principalmente, à exportação. N virada do século XIX para o século XX, o Brasil já vivenciava , embora timidamente, a expansão urbana em virtude da centralização das cidades das atividades administrativas de seu setor agroexportador. Em 1900, algumas cidades apresentam intenso crescimento urbano e se tornaram centrais na rede urbana que se firmava no país. Salvador , em 18 anos, teve um incremento populacional de cerca de 60% , e a cidade de São Paulo apresentou um crescimento de pouco mais de 7,5 vezes no mesmo período.

         Entre 1940 e 1980, ou seja, em apenas 40 anos, houve uma inversão quanto ao local de residência de grande parte da população brasileira. Segundo o Censo Demográfico de 2010, em 1940 o índice de urbanização no brasil era de 31,23%. Em 1980, esse índice atingiu 0 patamar de 67,69%. A população total brasileiro triplicou nessas quatro décadas, enquanto a população urbana multiplicou-se mais de sete vezes no mesmo período. Em 2010, a população urbana brasileira representava 84,36% da população total, com um número de indivíduos maior que toda a população do país em 1991. 


           

FORMAÇÃO HISTÓRICO-SOCIAL DO PIAUÍ

 

FORMAÇÃO HISTÓRICO-SOCIAL DO PIAUÍ

 

          O Piauí é o décimo primeiro estado brasileiro em território. Sua diversidade é enorme, apresenta-se como um grande ponto de transição ambiental , com características de caatinga, serrado e mata dos cocais, que é influência da biodiversidade amazônica.S

          Sua colonização foi igualmente diversificada. Com um processo histórico característico do desbravamento dos interiores na abertura dos grandes currais, o Piauí sempre procurou se adaptar ao longo dos séculos.

          Como todo processo histórico que caracteriza a humanidade, a adaptação e o fortalecimento da unidade social foram fundamentais no desenvolvimento do estado.

          Pelo censo de 2010, a população do Piauí, totalizando 3.118.380 habitantes, se distribui assim com relação a diversidade étnico racial.

Branco - 24,35%

Preto - 9,39%

Amarelo - 2,14%

Pardo - 64,02%

Indígena - 0,09%

Por que hoje temos números tão baixos em população indígena?

para tal resposta iniciaremos analisando o processo de colonização e formação social do Piauí.

O QUE DIZER

  o que quero dizer com isso  é perdi tantos e tantos anos da  minha vida estando muito exausta/ cansada de fome/ deprimida/ triste demais p...