segunda-feira, 12 de maio de 2025

CARTOGRAFIA



CARTOGRAFIA



São chamadas coordenadas geográficas um conjunto de medidas representadas por linhas imaginárias que circundam o globo terrestre, determinadas com base nos princípios do círculo trigonométrico. O cruzamento dessas linhas imaginárias indica onde cada ponto do planeta está posicionado, gerando a sua localização com pequena margem de erro, o que facilita a orientação espacial.


São chamadas coordenadas geográficas um conjunto de medidas representadas por linhas imaginárias que circundam o globo terrestre, determinadas com base nos princípios do círculo trigonométrico. O cruzamento dessas linhas imaginárias indica onde cada ponto do planeta está posicionado, gerando a sua localização com pequena margem de erro, o que facilita a orientação espacial.


Nos mapas, a rosa dos ventos indica os pontos cardeis Norte, Sul, Leste e Oeste. Eles têm com base a direção norte (N), que aponta para o polo norte magnético. A direção oposta ao norte é o sul (S). As outras direções básicas são o leste e o seu oposto, oeste. O leste é a direção em que surge o Sol quando se encontra frontalmente localizado ao plano da linha do equador terrestre. O oeste seria exatamente o oposto do leste. As subdivisões entre norte e sul, leste e oeste servem para tornar precisas as localizações espaciais.

AS PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

          As projeções cartográficas representam visões do mundo e podem expressar estratégias e objetivos políticos, militares e econômicos, entre outros.
          Todo mapa apresenta distorções da realidade retratada, uma vez que se representa no plano uma realidade em terreno curvo.
         O objetivo principal de um mapa é fazer a representação do espaço ; para isso , é necessário selecionar as informações para facilitar seu manuseio.
         Existem várias possibilidades de se projetar a realidade do terreno no plano bidimensional do papel. Veja algumas das projeções mais conhecidas.

Projeções Conformes: 
As projeções conformes, em cartografia, são aquelas que preservam os ângulos entre as curvas no mapa, mantendo as formas dos objetos em escala pequena. Embora conservem os ângulos, elas distorcem as áreas, especialmente em regiões distantes do ponto de projeção. Exemplos comuns incluem a projeção de Mercator e a projeção cônica conforme. 
Características das Projeções Conformes:
  • Conservação de Ângulos:
    Os ângulos entre curvas são preservados no mapa, o que é crucial para a representação fiel de formas e direções. 
  • Distorção de Áreas:
    As áreas dos objetos no mapa são distorcidas, principalmente em regiões mais afastadas do ponto de projeção. 
  • Formas Pequenas Preservadas:
    A forma de objetos pequenos no mapa é preservada, devido à conservação dos ângulos. 
Exemplos de Projeções Conformes:
  • Projeção de Mercator:
    Uma projeção cilíndrica que preserva os ângulos, mas distorce significativamente as áreas, especialmente em regiões polares. 
  • Projeção Cônica Conforme:
    Uma projeção em que as áreas são distorcidas, mas os ângulos são preservados, sendo utilizada para representar hemisférios ou áreas intermediárias da Terra. 
  • Outros Exemplos:
    Existem outras projeções conformes, como a projeção de Lambert e a projeção de Bonne. 
Utilização das Projeções Conformes:
As projeções conformes são úteis em diversas aplicações, incluindo: 
  • Cartografia e Navegação:
    As propriedades de conservação de ângulos tornam-nas adequadas para mapas e cartas de navegação. 
  • Mapeamento de Detalhes:
    São úteis para mapear áreas com detalhes, como linhas costeiras ou limites geográficos. 
  • Representação de Formas:
    Permitem representar com precisão as formas dos objetos, mesmo com distorções de área. 
Observação: A projeção de Mercator é um exemplo clássico, mas é importante notar que a distorção de área é considerável em regiões polares, o que pode levar a representações incorretas do tamanho dos países. 
PROJEÇÕES EQUIVALENTES
As projeções equivalentes, também conhecidas como projeções de igual área, são tipos de projeções cartográficas que preservam as áreas dos elementos representados, como países ou continentes, no mapaDiferentemente de outras projeções, as equivalentes não distorcem as áreas, mantendo a relação de tamanho entre as diferentes regiões. 
Características das Projeções Equivalentes:
  • Conservação das áreas:
    As áreas dos elementos representados no mapa são mantidas na mesma proporção em relação às áreas na superfície da Terra. 
  • Distorção das formas:
    Para garantir a conservação das áreas, as formas dos elementos são distorcidas, podendo parecerem alongadas ou achatadas. 
  • Foco na precisão da área:
    As projeções equivalentes são mais adequadas para análises que requerem uma representação fiel do tamanho das áreas, como mapas temáticos ou estudos de distribuição geográfica. 
Exemplos de Projeções Equivalentes:
  • Projeção Cilíndrica de Peters:
    Preserva a área de todos os países, mas distorce as formas, especialmente nas regiões mais altas e baixas do globo. 
  • Projeção de Mollweide:
    Preserva a área de todos os países, mas também distorce as formas, especialmente nas regiões mais altas e baixas do globo. 
  • Projeção de Goode:
    Uma projeção modificada que combina as características da Projeção de Mollweide com a de outras projeções para minimizar as distorções em diferentes partes do mundo. 
Uso das Projeções Equivalentes:
  • Estudos de distribuição de população:
    As projeções equivalentes são úteis para analisar a distribuição da população em diferentes áreas do mundo, pois a área de cada região é representada com precisão.
  • Estudos de distribuição de recursos naturais:
    As projeções equivalentes são úteis para analisar a distribuição de recursos naturais em diferentes áreas do mundo, pois a área de cada região é representada com precisão.

  • Projeções equivalentes


  • Projeções Equidistantes

  • Projeções Cônicas

  • Projeções de Peters




FONTE: Geografia em Rede , 1ª ano, 2016.

O ESPAÇO GEOGRÁFICO

 


         O espaço geográfico está em constante transformação, pois, ai longo da história , as ações humanas vem organizando social e materialmente o espaço . Com seu trabalho, os seres humanos criam objetos fixos no solo, como ocorre em construções de prédios, fazenda, indústrias, usinas, ruas que visam facilitar a vida e e possibilitam os fluxos de energia, de trabalho, de trânsito, de informação de pessoas e veículos. Contudo, essa organização não ocorre de forma homogênea.

A TRANSFORMAÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO

          No ano de 2015, pela primeira vez da história, cerca de 7,33 bilhões de habitantes conviviam no planeta Terra. Cifra inédita de pessoas consumindo objetos, água, energia, trabalhando ou à procura de trabalho; estudando ou sem estudo; precisando de alimento ou se alimentando; divertindo-se; construindo, gerando lixo, transpirando, procurando sobreviver. 
           O aumento de habitantes no planeta ocorreu justamente num momento de elevado estágio de consumo, de desenvolvimento tecnológico, de fluxos instantâneos de informação e comunicação entre diferentes pontos da Terra e de intensa transformação da natureza. Imagine o volume de trabalho, de produção e de circulação de suprimentos (como alimentos, água, energia, moradia) necessário para atender a todos. Se fosse possível visualizarmos, numa só imagem, todos esses fluxos e construções, todas as pessoas em alguma de suas atividades cotidianas e todos os objetos que atualmente coexistem no planeta, ficaríamos sem fôlego, não é? tanto objetos, ações, circulações, transportes num ritmo tão frenético e com intenso gasto de energia, tanta transformação da natureza, produção agrícola, crescimento populacional e de cidades!
          Podemos afirmar que, nesse movimento, o espaço geográfico está sendo mais ocupado , usado, transformado, produzido. Por conseguinte, a circulação e o transito aumentam. Entretanto, essa transformação se dá de forma desigual - social, econômica e espacialmente.
          É imensa a demanda por espaço para moradia e por alimentos. Como cada lugar no espaço geográfico tem valores e usos diferenciados, o controle , a posse ou propriedade e o direito a usá-lo são alvos de interesses distintos - individuais ou por parte de grupos, famílias e países. Muitas vezes isso gera disputas, conflitos e até mesmo guerras. Consequentemente, questões locais se mundializam. Além disso, a busca pelo domínio de diferentes lugares levou à exploração e controle de pontos do espaço sideral.
          Conceitos como os de espaço, território, lugar, paisagem e região são como lentes através das quais a Geografia estuda o espaço geográfico, os fenômenos sociais e naturais interligados e interdependentes, e oferece possibilidades de entendimento das realidades locais e internacionais.

Fonte: GEOGRAFIA EM REDE, 2016.

URBANIZAÇÃO

HISTÓRIA DAS CIDADES

           O conceito de urbanização expressa o processo histórico de intensificação da vida nas cidades. Utiliza-se o termo "urbano" (latim urbis,que quer dizer cidade) para designar as atividades e relações que as caracterizam.

A origem das primeiras cidades está ligada ao momento em que os seres humanos deixaram de viver apenas da caça e da coleta e passaram a praticar a agricultura e a criação de animais — um período conhecido como Revolução Neolítica, que começou por volta de 10.000 a.C.


🌾 1. O início da vida sedentária

Antes disso, os grupos humanos eram nômades, ou seja, se mudavam constantemente em busca de alimento e abrigo.
Com o domínio da agricultura e da pecuária, as pessoas começaram a se fixar em um mesmo local, pois já podiam produzir o que precisavam para sobreviver.


💧 2. As aldeias agrícolas

As primeiras aldeias surgiram próximas a rios, onde o solo era fértil e havia água em abundância.
Essas aldeias cresceram à medida que a população aumentava.
Entre os exemplos mais antigos estão:

  • Jericó (na atual Palestina), habitada por volta de 8.000 a.C.

  • Çatal Hüyük (na atual Turquia), datada de 7.000 a.C.


🏛️ 3. O surgimento das cidades

Com o passar do tempo, algumas aldeias tornaram-se centros urbanos, pois:

  • Houve excedentes agrícolas (produção de alimentos além do necessário);

  • As pessoas começaram a trocar produtos (surgiu o comércio);

  • Apareceram trabalhos especializados (oleiros, ferreiros, tecelões);

  • Foi criada uma organização social e política mais complexa.

Esses fatores deram origem às primeiras cidades por volta de 4.000 a.C., especialmente nas regiões chamadas de “berços da civilização”.


🏺 4. Onde surgiram as primeiras cidades

As primeiras civilizações urbanas se desenvolveram em vales férteis:

  • Mesopotâmia (entre os rios Tigre e Eufrates) – cidades como Ur, Uruk e Babilônia;

  • Egito (rio Nilo) – cidades como Mênfis e Tebas;

  • Vale do Indo (atual Índia e Paquistão) – cidades como Harapa e Mohenjo-Daro;

  • China (rios Huang He e Yang Tsé) – cidades como Anyang.


⚖️ 5. Consequências do surgimento das cidades

  • Desenvolvimento da escrita e da administração;

  • Surgimento de religiões organizadas e templos;

  • Construção de monumentos e sistemas de irrigação;

  • Aumento das diferenças sociais entre ricos e pobres.

 Um mundo cada vez mais urbano


Em 2008, pela primeira vez na história, foi verificado que mais da metade da população mundial vive em cidades. Segundo um estudo de 2015 realizado pela ONU, estima-se que 66% da população mundial viverá em áreas urbanas em 2050.
         
         O atual crescimento urbano ocorre tanto pelo aumento do crescimento vegetativo como pela migração campo-cidade, que já ocorre há muito tempo, e que agora se intensifica. Ente outros motivos, um parece de grande peso: 75% da pobreza se localiza em áreas rurais, sobretudo nos países mais pobres, onde vivem cerca de 80% da população mundial. Obviamente, também há riqueza no campo, mas se concentra nas mãos de poucos. Nas cidades não é diferente. A riqueza se concentra nas mãos de uma minoria. mas é nela que os fluxos de capitais ocorrem com maior intensidade e a maior parte da riqueza se materializa, em forma de construções, empregos, consumo. Isso acontece com bem menos intensidade nas áreas agrícolas, embora elas estejam cada vez mais interdependentes e inter-relacionadas às urbanas.

         Os países mais pobres, localizados principalmente na África Subsaariana, são essencialmente agrícolas. Em países em desenvolvimento, como no norte da África, e também em outras partes do mundo, principalmente no sul da Ásia, com a proeminente presença da China e Índia, a grande maioria dos pobres reside em áreas rurais. Nos países urbanizados, a maioria dos quais localizadas na América do Norte e na Europa Ocidental e também no norte da Ásia, as maiores taxas de pobreza são registradas em áreas rurais, embora uma parcela dos pobres viva em áreas urbanas.

         Mesmo com a marca histórica de urbanização do planeta, o estudo chamado Perspectivas da urbanização mundial, elaborado pela Divisão de População das nações Unidas em 2015, indica que o crescimento da população urbana e rural no mundo continuará aumentando e ainda de maneira desequilibrada entre as regiões do mundo.

         Na década de 1950, a maioria da população dos países europeus , dos estados Unidos, do Canadá e da Austrália residia em cidades. Nesses países se localizam as regiões mais industrializadas do mundo. No século XXI, o aumento da urbanização mão está mais tão relacionado às áreas mais industrializadas. Ele se mostra mais intenso na Ásia e na África, continentes menos industrializados.


DESIGUALDADE E SUSTENTABILIDADE SOCIOESPACIAL URBANA

 Enquanto em alguns centros urbanos as desigualdades socioespaciais mostram sinais de diminuição, em outros começam a mostrar sua face. Mas, quando se afirma que está ocorrendo diminuição das desigualdades, é preciso cautela. Isso não acontece de forma homogênea nem em todos os lugares. E há lugares em que está ocorrendo justamente o contrário: o aumento das desigualdades. O fato é que , no período atual, as desigualdades socioespaciais atingem a todos, nos países ricos e nos países pobres.
         Nos países pobres ou em desenvolvimento, poucas cidades, ou apenas uma grande cidade, assumiram as funções de metrópole nacional. Outras grandes cidades, embora também tenham se tornado metrópoles, têm de recorrer à metrópole nacional. No Brasil, criaram-se polos regionais, com intenso desenvolvimento urbano centralizado em  são paulo, não surgindo outros centros urbanos com desenvolvimento tão acelerado como o dessa cidade. Isso direcionou todo o fluxo migratório para o Sudeste, principalmente para são Paulo e rio de Janeiro, criando um desiquilíbrio regional e urbano no país.
          Nos países ricos e desenvolvidos, as atividades de mais alto nível se distribuem entre diversas grandes cidades. O conjunto dessa atividades não é monopolizado, concentrado em uma só aglomeração. Em alguns desses países, como os Estados Unidos, várias metrópoles dividem entre si a tarefa de comendar a produção do país. Nos países desenvolvidos, a rede urbana se constituiu de forma menos concentrada espacialmente do que nos países pobres ou em desenvolvimento.  os núcleo urbanos se desenvolveram por várias regiões do território interligadas às áreas agrícolas, permitindo um equilíbrio maior na distribuição da população entre a cidade e o campo, tendo menor êxodo rural que os países subdesenvolvidos. nesses países, existe um maior equilíbrio na distribuição espacial das cidades. Mas isso não impediu que neles se formassem algumas das maiores aglomerações urbanas do planeta.

        Países ricos e mais urbanizados mostram sinais de que problemas outrora somente relacionados aos países pobres também passam a afetá-los. Entre eles, falta de emprego, queda de renda, conflitos étnicos, falta de moradia, problemas ambientais e violência urbana. os contrastes urbanos e as contradições sociais agora também são perceptíveis nas grandes cidades de países ricos.
         Por outro lado, em países como o Brasil,que apresenta contrastes socioespaciais gritantes, há cidades que começam a pensar em soluções inovadoras para os problemas urbanos.
          Além das questões abordadas, outros motivos que ajudam a explicar a tendência de diminuição no ritmo de crescimento urbano, em termos mundiais, podem ser relacionados a questões de sustentabilidade do planeta. A vida urbana requer um altíssimo consumo de energia e abastecimento e maior intensidade de transformação da natureza. Cada vez mais se buscam políticas ambientalmente sustentáveis para a vida nas cidades.
          Mas a sustentabilidade urbana deve ser realizada como política pública, atingindo todas as classes sociais, todos os cidadãos. Isso significa que todos têm direito às conquistas e às soluções inovadoras urbanísticas e ambientais.
          Como as cidades ainda são o centro por excelência de concentração  e reprodução de capital, da modernidade, muitas das experiências inovadoras do ponto de vista ambiental são reservadas às cidades mais abastadas economicamente, como a construção de prédios inteligentes e ambientalmente sustentáveis.

URBANIZAÇÃO E VIOLÊNCIA URBANA

       A urbanização tem sido acompanhada pelo processo de transição demográfica e pelo aumento da expectativa de vida , bem como da necessidade do Poder Público de buscar formas de garantir a igualdade de gênero, o crescimento e diversificação da economia para atender todas as classes sociais e minimizar o desemprego.
        Principalmente nas áreas urbanas dos países mais pobres, é urgente a ampliação do acesso de todos os grupos sociais aos serviços públicos básicos, como saúde, educação, saneamento básico, segurança e mecanismos de justiça; energia elétrica; de construção e acesso a áreas públicas voltadas ao lazer e à cultura.
        Contudo, essas busca não estão sendo suficientes para acabar com a segregação socioespacial que se verifica, sobretudo nos grandes centros urbanos.Isso significa que os lugares não são atendidos por serviços de maneira igualitária. Geralmente , eles são facilmente percebidos nas áreas mais nobres, onde residem e trabalham parcelas da população que obtêm as maiores rendas. Nas mais pobres, a fraca presença do Poder Público, que não oferece tais serviços, acaba por segregar suas populações imprimindo aos lugares onde vivem os mais elevados índices de violência urbana.
        Segundo o relatório Situação da adolescência brasileira- O direito de ser adolescente: oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades, elaborado pela Unicef em 2011, o número de homicídios na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, região em que se concentram pessoas com alto poder aquisitivo, oscila entre 2 e 12 em 100 mil habitantes, índice próximos aos países europeus. Nas regiões mais pobres, esse número chega a 75 por 100 mil habitantes.
            Segundo o Censo demográfico de 2010, há no Brasil cerca de 21 milhões de adolescentes, e essa parcela da população é mais vulnerável do que as demais a problemas como pobreza extrema, baixa escolaridade, exploração do trabalho, privação da convivência familiar e comunitária, assassinatos, gravidez, abuso sexual, doenças sexualmente transmissíveis e abuso de drogas. para  superar essas vulnerabilidades, especialistas indicam que, em primeiro lugar, eles precisam ter garantidos os direitos à educação de qualidade, à saúde, à proteção (contra a violência, abusos e exploração sexual), à proteção em situação de conflito com a lei, ao esporte, ao lazer e à cultura.
             Como a violência urbana não ocorre com a mesma intensidade em todos os lugares da cidade, ela também é mais perceptível em alguns grupos da população. A violência contra as mulheres , sobretudo a violência domiciliar e familiar, é alta em diversos países, inclusive no Brasil. Por isso, no dia 7 de agosto de 2006, a Presidência da República do Brasil sancionou a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, cujo objetivo é proteger as mulheres da violência doméstica e familiar. Embora esse tipo de violência também ocorra em áreas rurais, nas áreas urbanas ela ganha maiores proporções. A criação dessa lei é uma conquista histórica de movimentos sociais que têm como causa de luta as questões relacionadas às mulheres.
           Nas grandes cidades, observam-se claramente casos de violência com bases na intolerância e em preconceitos, como os relacionados à homofobia e aos moradores de rua.
               Jovens negros e pobres também fazem parte do grupo de vítimas da violência . Segundo o relatório da Unicef, jovens homens negros têm quatro vezes mais chances de serem assassinados do que os brancos.
                    

 




         


Fonte:

História das cidades- Chate GBT

Geografia em Rede, 2º ano , 2016.



MIGRAÇÃO MUNDIAL



MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS E OS REFUGIADOS


          Desde tempos remotos, o ser humano desloca-se pelo espaço, por vezes a curta distância, em outras atravessando mares, oceanos, continentes. A essa modalidade pelo espaço geográfico chamamos de migração, exceto quando se trata de uma viagem eventual. Quando ocorrem dentro de um mesmo país, chamamos de migrações internas e, quando ocorrem entre países, denominamos migrações internacionais. Emigrante é aquele que sai de um lugar; Imigrante é aquele que chega; e migrante é quem está em processo de deslocamento.

          As migrações internacionais são uma das mais fortes características do mundo contemporâneo, especialmente a partir da última década do século XX. As pessoas migram , fundamentalmente, em busca de novas perspectivas. De acordo com o relatório da ONU de 2013, "Migração internacional e desenvolvimento", o mundo conta com aproximadamente 232 milhões de imigrantes, correspondendo a 3,2% da população mundial, sendo que 59% desses imigrantes estão ricos.


SIMULADO DE HISTÓRIA GERAL

  QUESTÕES 1- A época entre a queda do Império Romano e a tomada de Constantinopla pelos Turcos em 1453 faz parte da : a) da Idade Média b) ...