segunda-feira, 12 de maio de 2025

VEGETAÇÃO DO PIAUÍ

-O Piauí situa-se em uma área de transição, numa zona intermediária entre a Floresta Amazônica, Cerrado e Caatinga, ou seja, dos domínios da Amazônia, do planalto Central e do Nordeste. Assim, é possível observar a seguinte classificação:


CERRADO

Abrange a região sudoeste e extremo sul do Piauí, com manchas de transição no centro-leste e norte. O piauí possui cerca de 11,5 milhões de hectares desse bioma, representando aproximadamente 6% da área de cerrado do país, 46% da área total de seu território e 36% do cerrado do Nordeste.

Características

É rico em água subterrânea superficiais, banhado por vários rios como Uruçuí Preto, Uruçuí Vermelho, Gurgueia e Parnaíba. A vegetação é constituída por mata rala e rasteira, composta por gramíneas em seu estrato inferior , sendo pouco denso. O estrato superior é constituído de troncos tortuosos, folhas grandes e grossas, formadas por espécies de baixo e médio porte. Distribui-se por um clima tropical subúmido quente, predominante na região, inserindo-se também o tipo semi-árido quente, sendo a média pluviométrica anual, em área de domínio, em torno d 1,100 mm, onde as temperaturas médias se situam entre 23 e 24° C. As chuvas são irregulares, sendo o período seco de duração média de 5 meses.
 
CAATINGA

Bioma típico do semi-árido, possui drenagem intermitente. Encontra-se no sudeste e parte do leste do Piauí.


CARACTERÍSTICAS
     Caracterizado pela irregular e concentrada distribuição pluviométrica, com valores anuais de 500 e 750 mm. 80% desta precipitação ocorre no período de novembro a maio.
     Esse bioma se distribui também pelas mesorregiões do Centro-Norte Piauiense, abrangendo as microrregiões de Campo Maior e Valença do Piauí; Sudoeste Piauiense, abrangendo as microrregiões de Picos, Pio IX e Alto Médio Canindé.
      A vegetação é formada por arbustos e árvores que são adaptadas ao clima seco, perdendo as folhas e aparentando estar mortas no período sem chuva (xerófitas). Dentre os encontrados no piauí, os de maior abrangência são a caatinga arbórea  e a caatinga arbustiva. Destaca-se o jatobá e o pau d'arco. Entre as cactáceas, sobressaem para o xique-xique, mandacaru e cabeça-de-frade. Entre os municípios de abrangência , destaque para São Raimundo Nonato, Picos e Oeiras.
      Os solos em algumas áreas caracterizam-se por serem profundos, textura média, permeáveis, identificados como Latossolo Amarelado Álico e areias Quartzocas, sendo na porção sudeste o Latossolo Amarelo de textura média com formações rasa, pedregosas e com afloramento rochoso.
      Nessa zona encontram-se os campos limpos e os campos úmidos (CEPRO 2003). Os campos limpos se subdividem em campos limpos úmidos, encontrados na porção centro-oriental, constituídos de um campo graminoso utilizado no período chuvoso como área de pastagem, e campos limpos secos, encontrados em áreas no extremo sul do estado, principalmente em Gilbués e monte Alegre. Os campos úmidos localizam-se numa área de transição entre o cerrado e a caatinga, típicos na região de abrangência do município de campo maior, composto por campos cerrado, savana de Copérnica, campos periodicamente inundáveis e/ou vegetação de parque.

VEGETAÇÃO DE PALMEIRAS

         Encontra-se em área úmida, principalmente no vale do parnaíba e de seus afluentes.

CARACTERÍSTICAS
         carnaúba

          Encontrada por quase todo o estado, principalmente no médio e baixo Parnaíba, especialmente no vale do rio Longá, com abrangência também na bacia do Canindé e do baixo  Gurgueia. Tem grande importância econômica para o Piauí. A região norte é a maior produtora e exportadora de carnaúba no estado e sua maior concorrência é nos municípios de Campo Maior, Piripiri e na região do Delta do rio parnaíba, além de Picos. Produtos: cobertura de casas, vassouras, cordas, redes, cera e está sendo testada como matéria-prima substituta de plástico, além de ser um dos principais produtos de exportação do Piauí - produz 43 subprodutos nobres entre celulose  e proteína.
           babaçu
           Ocorre em maior quantidade na região do Baixo parnaíba e entre os municípios de Palmeirais e Teresina. No entanto, tem ocorrência em todo o estado de norte a sul. Encontra-se também em áreas de transição, de cerrado e algumas manchas em zona de caatinga. Tem como principal aproveitamento a amêndoa para a produção de óleo e como ração animal sob forma de torta. Tanto os talos com as folhas são utilizados na construção de casas e cercas. A casca produz o carvão e o alcatrão, sendo também visto como fonte alternativa de energia no mercado consumidor. por ser  ainda muito extraída artesanalmente, traz benefícios para a mão-de-obra em geral informal por gerar uma melhoria no orçamento familiar.

           tucum
           Palmeira encontrada nas proximidades do rio Parnaíba, em áreas de cerrados e às vezes associadas ao babaçu. Possui pouca altura e é considerada frágil. Com a fibra retirada das folhas é possível obter vários produtos artesanais como redes, toalhas, cestos, etc., e do coquinho se extrai um óleo.


          Ocupa as encostas úmidas e as baixadas, geralmente os vales ribeirinhos, o curso do rio Parnaíba e de seus afluentes mais volumosos, sendo representada por matas pluviais megatérmicas, hidrófilas e multiestratificadas. Estende-se a partir do município de Regeneração até as proximidades do município de Buriti dos Lopes. Esse tipo de vegetação está relacionada à mata dos cocais, ou a vegetação de palmeiras.

            Localiza-se na parte norte do estado, abrangendo a costa piauiense, incluindo a área do Delta.

               Apresenta árvores de porte pequeno, com presença de mangues ( Halófilos, Pneumatóforos e Higrófilos) e gramíneas (herbáceas) marcantes em dunas fixas. predomínio de dunas móveis e de restingas localizadas nas proximidades das dunas, onde encontra-se uma vegetação arbórea-arbustiva.

Área de transição
                Estende-se do norte ao sul pelo centro-leste de território e no baixo e médio Parnaíba, numa intercalação de estratos arbóreos, arbustivos, graminóides e xerófilos.

-Transição floresta semi-decídua/cerrado: encontra-se em áreas ao longo do curso dos rios, intercalada com formações de cerrado;
- Transição cerrado/caatinga: encontrada na porção oeste de estado e entre Corrente e Curimatá. Apresenta formações vegetais com variações entre caatinga e cerrado;
- Campos limpos úmidos: encontram-se em áreas úmidas da porção centro-oriental associados a plantas rasteiras e palmeiras, principalmente a carnaúba, em Campo Maior;
- Campos limpos secos: encontram-se em áreas com tendência a fortes impactos ambientais. Vegetação rala, associada a áreas que sofrem com o processo de desertificação. Principais ocorrências em Gilbués e Monte Alegre.
           São consideradas áreas de contato porque não existe uma vegetação predominante característica, em função de uma complexidade gerada pela associação e intercalação de tipos ecológicos diferentes. Os solos encontrados nessa área são concrecionários tropicais e solos com horizonte B textural, juntamente com solos hidromórficos.

GEOGRAFIA DO PIAUÍ: Conhecer para valorizar. 2012.



Atividade

1- (UESPI) Na vegetação do Piauí , não há ocorrência de:
a) cerrados
b) caatinga
c) mangues
d) floresta de coníferas
2- (UESPI- 98) A planície fluvial do rio Parnaíba é recoberta por vegetação de:
a) mangues
b) mata ciliar de carnaúba
c) cerrado
d) tabuleiros
3- (UESPI- 2005) Uma vasta área do território nordestino (inclusive do estado do Piauí) é ocupada pela caatinga. Nesse domínio, a vegetação dominante é:
a) higrófila
b) hidrófila
c) xerófila
d) perenífolia
e) subperenifólia.

GABARITO
1- d
2- a
3- c

CARTOGRAFIA



CARTOGRAFIA



São chamadas coordenadas geográficas um conjunto de medidas representadas por linhas imaginárias que circundam o globo terrestre, determinadas com base nos princípios do círculo trigonométrico. O cruzamento dessas linhas imaginárias indica onde cada ponto do planeta está posicionado, gerando a sua localização com pequena margem de erro, o que facilita a orientação espacial.


São chamadas coordenadas geográficas um conjunto de medidas representadas por linhas imaginárias que circundam o globo terrestre, determinadas com base nos princípios do círculo trigonométrico. O cruzamento dessas linhas imaginárias indica onde cada ponto do planeta está posicionado, gerando a sua localização com pequena margem de erro, o que facilita a orientação espacial.


Nos mapas, a rosa dos ventos indica os pontos cardeis Norte, Sul, Leste e Oeste. Eles têm com base a direção norte (N), que aponta para o polo norte magnético. A direção oposta ao norte é o sul (S). As outras direções básicas são o leste e o seu oposto, oeste. O leste é a direção em que surge o Sol quando se encontra frontalmente localizado ao plano da linha do equador terrestre. O oeste seria exatamente o oposto do leste. As subdivisões entre norte e sul, leste e oeste servem para tornar precisas as localizações espaciais.

AS PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS

          As projeções cartográficas representam visões do mundo e podem expressar estratégias e objetivos políticos, militares e econômicos, entre outros.
          Todo mapa apresenta distorções da realidade retratada, uma vez que se representa no plano uma realidade em terreno curvo.
         O objetivo principal de um mapa é fazer a representação do espaço ; para isso , é necessário selecionar as informações para facilitar seu manuseio.
         Existem várias possibilidades de se projetar a realidade do terreno no plano bidimensional do papel. Veja algumas das projeções mais conhecidas.

Projeções Conformes: 
As projeções conformes, em cartografia, são aquelas que preservam os ângulos entre as curvas no mapa, mantendo as formas dos objetos em escala pequena. Embora conservem os ângulos, elas distorcem as áreas, especialmente em regiões distantes do ponto de projeção. Exemplos comuns incluem a projeção de Mercator e a projeção cônica conforme. 
Características das Projeções Conformes:
  • Conservação de Ângulos:
    Os ângulos entre curvas são preservados no mapa, o que é crucial para a representação fiel de formas e direções. 
  • Distorção de Áreas:
    As áreas dos objetos no mapa são distorcidas, principalmente em regiões mais afastadas do ponto de projeção. 
  • Formas Pequenas Preservadas:
    A forma de objetos pequenos no mapa é preservada, devido à conservação dos ângulos. 
Exemplos de Projeções Conformes:
  • Projeção de Mercator:
    Uma projeção cilíndrica que preserva os ângulos, mas distorce significativamente as áreas, especialmente em regiões polares. 
  • Projeção Cônica Conforme:
    Uma projeção em que as áreas são distorcidas, mas os ângulos são preservados, sendo utilizada para representar hemisférios ou áreas intermediárias da Terra. 
  • Outros Exemplos:
    Existem outras projeções conformes, como a projeção de Lambert e a projeção de Bonne. 
Utilização das Projeções Conformes:
As projeções conformes são úteis em diversas aplicações, incluindo: 
  • Cartografia e Navegação:
    As propriedades de conservação de ângulos tornam-nas adequadas para mapas e cartas de navegação. 
  • Mapeamento de Detalhes:
    São úteis para mapear áreas com detalhes, como linhas costeiras ou limites geográficos. 
  • Representação de Formas:
    Permitem representar com precisão as formas dos objetos, mesmo com distorções de área. 
Observação: A projeção de Mercator é um exemplo clássico, mas é importante notar que a distorção de área é considerável em regiões polares, o que pode levar a representações incorretas do tamanho dos países. 
PROJEÇÕES EQUIVALENTES
As projeções equivalentes, também conhecidas como projeções de igual área, são tipos de projeções cartográficas que preservam as áreas dos elementos representados, como países ou continentes, no mapaDiferentemente de outras projeções, as equivalentes não distorcem as áreas, mantendo a relação de tamanho entre as diferentes regiões. 
Características das Projeções Equivalentes:
  • Conservação das áreas:
    As áreas dos elementos representados no mapa são mantidas na mesma proporção em relação às áreas na superfície da Terra. 
  • Distorção das formas:
    Para garantir a conservação das áreas, as formas dos elementos são distorcidas, podendo parecerem alongadas ou achatadas. 
  • Foco na precisão da área:
    As projeções equivalentes são mais adequadas para análises que requerem uma representação fiel do tamanho das áreas, como mapas temáticos ou estudos de distribuição geográfica. 
Exemplos de Projeções Equivalentes:
  • Projeção Cilíndrica de Peters:
    Preserva a área de todos os países, mas distorce as formas, especialmente nas regiões mais altas e baixas do globo. 
  • Projeção de Mollweide:
    Preserva a área de todos os países, mas também distorce as formas, especialmente nas regiões mais altas e baixas do globo. 
  • Projeção de Goode:
    Uma projeção modificada que combina as características da Projeção de Mollweide com a de outras projeções para minimizar as distorções em diferentes partes do mundo. 
Uso das Projeções Equivalentes:
  • Estudos de distribuição de população:
    As projeções equivalentes são úteis para analisar a distribuição da população em diferentes áreas do mundo, pois a área de cada região é representada com precisão.
  • Estudos de distribuição de recursos naturais:
    As projeções equivalentes são úteis para analisar a distribuição de recursos naturais em diferentes áreas do mundo, pois a área de cada região é representada com precisão.

  • Projeções equivalentes


  • Projeções Equidistantes

  • Projeções Cônicas

  • Projeções de Peters




FONTE: Geografia em Rede , 1ª ano, 2016.

O ESPAÇO GEOGRÁFICO

 


         O espaço geográfico está em constante transformação, pois, ai longo da história , as ações humanas vem organizando social e materialmente o espaço . Com seu trabalho, os seres humanos criam objetos fixos no solo, como ocorre em construções de prédios, fazenda, indústrias, usinas, ruas que visam facilitar a vida e e possibilitam os fluxos de energia, de trabalho, de trânsito, de informação de pessoas e veículos. Contudo, essa organização não ocorre de forma homogênea.

A TRANSFORMAÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO

          No ano de 2015, pela primeira vez da história, cerca de 7,33 bilhões de habitantes conviviam no planeta Terra. Cifra inédita de pessoas consumindo objetos, água, energia, trabalhando ou à procura de trabalho; estudando ou sem estudo; precisando de alimento ou se alimentando; divertindo-se; construindo, gerando lixo, transpirando, procurando sobreviver. 
           O aumento de habitantes no planeta ocorreu justamente num momento de elevado estágio de consumo, de desenvolvimento tecnológico, de fluxos instantâneos de informação e comunicação entre diferentes pontos da Terra e de intensa transformação da natureza. Imagine o volume de trabalho, de produção e de circulação de suprimentos (como alimentos, água, energia, moradia) necessário para atender a todos. Se fosse possível visualizarmos, numa só imagem, todos esses fluxos e construções, todas as pessoas em alguma de suas atividades cotidianas e todos os objetos que atualmente coexistem no planeta, ficaríamos sem fôlego, não é? tanto objetos, ações, circulações, transportes num ritmo tão frenético e com intenso gasto de energia, tanta transformação da natureza, produção agrícola, crescimento populacional e de cidades!
          Podemos afirmar que, nesse movimento, o espaço geográfico está sendo mais ocupado , usado, transformado, produzido. Por conseguinte, a circulação e o transito aumentam. Entretanto, essa transformação se dá de forma desigual - social, econômica e espacialmente.
          É imensa a demanda por espaço para moradia e por alimentos. Como cada lugar no espaço geográfico tem valores e usos diferenciados, o controle , a posse ou propriedade e o direito a usá-lo são alvos de interesses distintos - individuais ou por parte de grupos, famílias e países. Muitas vezes isso gera disputas, conflitos e até mesmo guerras. Consequentemente, questões locais se mundializam. Além disso, a busca pelo domínio de diferentes lugares levou à exploração e controle de pontos do espaço sideral.
          Conceitos como os de espaço, território, lugar, paisagem e região são como lentes através das quais a Geografia estuda o espaço geográfico, os fenômenos sociais e naturais interligados e interdependentes, e oferece possibilidades de entendimento das realidades locais e internacionais.

Fonte: GEOGRAFIA EM REDE, 2016.

URBANIZAÇÃO

HISTÓRIA DAS CIDADES

           O conceito de urbanização expressa o processo histórico de intensificação da vida nas cidades. Utiliza-se o termo "urbano" (latim urbis,que quer dizer cidade) para designar as atividades e relações que as caracterizam.

A origem das primeiras cidades está ligada ao momento em que os seres humanos deixaram de viver apenas da caça e da coleta e passaram a praticar a agricultura e a criação de animais — um período conhecido como Revolução Neolítica, que começou por volta de 10.000 a.C.


🌾 1. O início da vida sedentária

Antes disso, os grupos humanos eram nômades, ou seja, se mudavam constantemente em busca de alimento e abrigo.
Com o domínio da agricultura e da pecuária, as pessoas começaram a se fixar em um mesmo local, pois já podiam produzir o que precisavam para sobreviver.


💧 2. As aldeias agrícolas

As primeiras aldeias surgiram próximas a rios, onde o solo era fértil e havia água em abundância.
Essas aldeias cresceram à medida que a população aumentava.
Entre os exemplos mais antigos estão:

  • Jericó (na atual Palestina), habitada por volta de 8.000 a.C.

  • Çatal Hüyük (na atual Turquia), datada de 7.000 a.C.


🏛️ 3. O surgimento das cidades

Com o passar do tempo, algumas aldeias tornaram-se centros urbanos, pois:

  • Houve excedentes agrícolas (produção de alimentos além do necessário);

  • As pessoas começaram a trocar produtos (surgiu o comércio);

  • Apareceram trabalhos especializados (oleiros, ferreiros, tecelões);

  • Foi criada uma organização social e política mais complexa.

Esses fatores deram origem às primeiras cidades por volta de 4.000 a.C., especialmente nas regiões chamadas de “berços da civilização”.


🏺 4. Onde surgiram as primeiras cidades

As primeiras civilizações urbanas se desenvolveram em vales férteis:

  • Mesopotâmia (entre os rios Tigre e Eufrates) – cidades como Ur, Uruk e Babilônia;

  • Egito (rio Nilo) – cidades como Mênfis e Tebas;

  • Vale do Indo (atual Índia e Paquistão) – cidades como Harapa e Mohenjo-Daro;

  • China (rios Huang He e Yang Tsé) – cidades como Anyang.


⚖️ 5. Consequências do surgimento das cidades

  • Desenvolvimento da escrita e da administração;

  • Surgimento de religiões organizadas e templos;

  • Construção de monumentos e sistemas de irrigação;

  • Aumento das diferenças sociais entre ricos e pobres.

 Um mundo cada vez mais urbano


Em 2008, pela primeira vez na história, foi verificado que mais da metade da população mundial vive em cidades. Segundo um estudo de 2015 realizado pela ONU, estima-se que 66% da população mundial viverá em áreas urbanas em 2050.
         
         O atual crescimento urbano ocorre tanto pelo aumento do crescimento vegetativo como pela migração campo-cidade, que já ocorre há muito tempo, e que agora se intensifica. Ente outros motivos, um parece de grande peso: 75% da pobreza se localiza em áreas rurais, sobretudo nos países mais pobres, onde vivem cerca de 80% da população mundial. Obviamente, também há riqueza no campo, mas se concentra nas mãos de poucos. Nas cidades não é diferente. A riqueza se concentra nas mãos de uma minoria. mas é nela que os fluxos de capitais ocorrem com maior intensidade e a maior parte da riqueza se materializa, em forma de construções, empregos, consumo. Isso acontece com bem menos intensidade nas áreas agrícolas, embora elas estejam cada vez mais interdependentes e inter-relacionadas às urbanas.

         Os países mais pobres, localizados principalmente na África Subsaariana, são essencialmente agrícolas. Em países em desenvolvimento, como no norte da África, e também em outras partes do mundo, principalmente no sul da Ásia, com a proeminente presença da China e Índia, a grande maioria dos pobres reside em áreas rurais. Nos países urbanizados, a maioria dos quais localizadas na América do Norte e na Europa Ocidental e também no norte da Ásia, as maiores taxas de pobreza são registradas em áreas rurais, embora uma parcela dos pobres viva em áreas urbanas.

         Mesmo com a marca histórica de urbanização do planeta, o estudo chamado Perspectivas da urbanização mundial, elaborado pela Divisão de População das nações Unidas em 2015, indica que o crescimento da população urbana e rural no mundo continuará aumentando e ainda de maneira desequilibrada entre as regiões do mundo.

         Na década de 1950, a maioria da população dos países europeus , dos estados Unidos, do Canadá e da Austrália residia em cidades. Nesses países se localizam as regiões mais industrializadas do mundo. No século XXI, o aumento da urbanização mão está mais tão relacionado às áreas mais industrializadas. Ele se mostra mais intenso na Ásia e na África, continentes menos industrializados.


DESIGUALDADE E SUSTENTABILIDADE SOCIOESPACIAL URBANA

 Enquanto em alguns centros urbanos as desigualdades socioespaciais mostram sinais de diminuição, em outros começam a mostrar sua face. Mas, quando se afirma que está ocorrendo diminuição das desigualdades, é preciso cautela. Isso não acontece de forma homogênea nem em todos os lugares. E há lugares em que está ocorrendo justamente o contrário: o aumento das desigualdades. O fato é que , no período atual, as desigualdades socioespaciais atingem a todos, nos países ricos e nos países pobres.
         Nos países pobres ou em desenvolvimento, poucas cidades, ou apenas uma grande cidade, assumiram as funções de metrópole nacional. Outras grandes cidades, embora também tenham se tornado metrópoles, têm de recorrer à metrópole nacional. No Brasil, criaram-se polos regionais, com intenso desenvolvimento urbano centralizado em  são paulo, não surgindo outros centros urbanos com desenvolvimento tão acelerado como o dessa cidade. Isso direcionou todo o fluxo migratório para o Sudeste, principalmente para são Paulo e rio de Janeiro, criando um desiquilíbrio regional e urbano no país.
          Nos países ricos e desenvolvidos, as atividades de mais alto nível se distribuem entre diversas grandes cidades. O conjunto dessa atividades não é monopolizado, concentrado em uma só aglomeração. Em alguns desses países, como os Estados Unidos, várias metrópoles dividem entre si a tarefa de comendar a produção do país. Nos países desenvolvidos, a rede urbana se constituiu de forma menos concentrada espacialmente do que nos países pobres ou em desenvolvimento.  os núcleo urbanos se desenvolveram por várias regiões do território interligadas às áreas agrícolas, permitindo um equilíbrio maior na distribuição da população entre a cidade e o campo, tendo menor êxodo rural que os países subdesenvolvidos. nesses países, existe um maior equilíbrio na distribuição espacial das cidades. Mas isso não impediu que neles se formassem algumas das maiores aglomerações urbanas do planeta.

        Países ricos e mais urbanizados mostram sinais de que problemas outrora somente relacionados aos países pobres também passam a afetá-los. Entre eles, falta de emprego, queda de renda, conflitos étnicos, falta de moradia, problemas ambientais e violência urbana. os contrastes urbanos e as contradições sociais agora também são perceptíveis nas grandes cidades de países ricos.
         Por outro lado, em países como o Brasil,que apresenta contrastes socioespaciais gritantes, há cidades que começam a pensar em soluções inovadoras para os problemas urbanos.
          Além das questões abordadas, outros motivos que ajudam a explicar a tendência de diminuição no ritmo de crescimento urbano, em termos mundiais, podem ser relacionados a questões de sustentabilidade do planeta. A vida urbana requer um altíssimo consumo de energia e abastecimento e maior intensidade de transformação da natureza. Cada vez mais se buscam políticas ambientalmente sustentáveis para a vida nas cidades.
          Mas a sustentabilidade urbana deve ser realizada como política pública, atingindo todas as classes sociais, todos os cidadãos. Isso significa que todos têm direito às conquistas e às soluções inovadoras urbanísticas e ambientais.
          Como as cidades ainda são o centro por excelência de concentração  e reprodução de capital, da modernidade, muitas das experiências inovadoras do ponto de vista ambiental são reservadas às cidades mais abastadas economicamente, como a construção de prédios inteligentes e ambientalmente sustentáveis.

         


Fonte:

História das cidades- Chate GBT

Geografia em Rede, 2º ano , 2016.



MIGRAÇÃO MUNDIAL



MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS E OS REFUGIADOS


          Desde tempos remotos, o ser humano desloca-se pelo espaço, por vezes a curta distância, em outras atravessando mares, oceanos, continentes. A essa modalidade pelo espaço geográfico chamamos de migração, exceto quando se trata de uma viagem eventual. Quando ocorrem dentro de um mesmo país, chamamos de migrações internas e, quando ocorrem entre países, denominamos migrações internacionais. Emigrante é aquele que sai de um lugar; Imigrante é aquele que chega; e migrante é quem está em processo de deslocamento.

          As migrações internacionais são uma das mais fortes características do mundo contemporâneo, especialmente a partir da última década do século XX. As pessoas migram , fundamentalmente, em busca de novas perspectivas. De acordo com o relatório da ONU de 2013, "Migração internacional e desenvolvimento", o mundo conta com aproximadamente 232 milhões de imigrantes, correspondendo a 3,2% da população mundial, sendo que 59% desses imigrantes estão ricos.


O QUE DIZER

  o que quero dizer com isso  é perdi tantos e tantos anos da  minha vida estando muito exausta/ cansada de fome/ deprimida/ triste demais p...