A Terra nunca está estática. Ela realiza diversos movimentos, seja em sua órbita ou ao redor do Sol, seja em torno do seu eixo ou em seu interior. Os continentes localizados sobre a superfície terrestre se movem lenta e constantemente . Isso ocorre porque estão sobre enormes placas sólidas que compõem a litosfera, abrangendo toda a crosta terrestre e parte do manto. Essas placas tem uma que oscila de 100 Km de largura: são chamadas de placas tectônicas ou placas litosféricos. Quem nos garante essa informação é a teoria da Tectônica das Placas, um modelo de interpretação científica da Terra, elaborado na década de 1960, na realidade um deslocamento das ideias iniciais dos estudos do astrônomo e meteorologista alemão Alfred Wegener (1880 - 1930) e a mais aceita das teorias por geólogos e geomorfológicos.
Vimos que a litosfera é rígida e constituída pelas crostas continental e oceânica ( o sial e o sima), além do manto superior, que estão sobrepostas por dezenas de blocos rochosos. Esses blocos (placas) deslizam sobre o manto superior, nos mais variados sentidos, à velocidade de alguns centímetros por ano. O relevo terrestre atual é, em grande parte, produto desse deslocamento de placas. Podemos dizer, portanto, que os continentes são grandes blocos rochosos que flutuam sobre o manto terrestre. O conhecimento científico acumulado ao longo do século XX nos permite afirmar , com extrema precisão, a localização dessas placas. Como sabemos que o choque das placas provoca fortes terremotos, podemos afirmar que eles acontecem quase sempre nas mesmas imediações. Não há grandes novidades quanto a localização dos terremotos; o grande desafio humano, porém, é saber quanto esses choques ocorrem.
PLACAS TECTÔNICAS



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