sexta-feira, 23 de maio de 2025

A ESTRUTURA DA TERRA

 



          A Terra possui aproximadamente 4,5 bilhões de anos , enquanto os seres humanos (homo sapiens), em torno de 100 mil anos. quando surgiu da espécie humana, o planeta já apresentava suas formas praticamente consolidadas. Desde então, a Terra pouco mudou em termo de estrutura. Por isso, falamos em tempo geológico, que é a dimensão de tempo com a qual trabalhamos quando estudamos nosso planeta.

          Para entender como se processou a evolução da terra, a ciência busca investigar a idade das rochas por meio da geocronologia. A datação pode ser relativa ou absoluta. Para realizar a datação relativa da rocha, observam-se suas várias camadas por meio da estratigrafia e dos fósseis nelas encontrados. A datação absoluta, por sua vez, decorre à radiatividade para estudar as rochas. Há alguns métodos para realizar a datação, como a radiação por urânio, chumbo, potássio, ou por carbono 14, empregados para investigar períodos mais recentes (aproximadamente 70 mil anos). Esse método é utilizado especialmente para datar componentes de origem orgânica, muitas vezes presentes na rocha.

Breve Histórico da Terra

          Por meio de datações realizadas até hoje, cientistas estimam a idade da Terra em aproximadamente 4,5 bilhões de anos. mas não foi sempre assim, por uma estimativa mais precisa da idade do nosso planeta é algo relativamente recente.

         Antes do iluminismo, sob a forte influência da Igreja Católica, a idade da Terra era  datada de  6 mil anos, acompanhando a verdade bíblica, pautada nas escrituras sagradas. Essa percepção de uma terra jovem forneceu as bases para quase todo o calendário atual. À medida que a ciência foi se desenvolvendo, percebeu-se a impossibilidade de um planeta ser tao jovem. por meio de estudos peleontológicos e de evidências científicas, gradativamente os cientistas foram confirmando uma idade mais realista para o plante. Contudo, mesmo nos dias de hoje, a teoria criacionista não aceita esse conhecimento científico e advoga a tese de que a idade da Terra não passa de alguns milhões de anos. Temos, portanto, um confronto entre a verdade científica e a verdade religiosa.

            Existe uma escala didática de tempo geológico para esses 4,5 bilhões de anos da Terra. Ela está dividida em éons, eras, períodos  e idades geológicas que contam a história do planeta; os éons estão subdivididos em eras, que se subdividem em períodos, que, por sua vez, são divididos em épocas, e estas em idades. Normalmente, nos atemos mais às eras e aos períodos para a observação da história do planeta.



            Concluímos , então, que, para se datar a idade da Terra, a ciência dispõe de diversos recursos, correlacionados ou não, tais como a estratigrafia, a radiatividade, as observações geotectônicas, os registros fósseis e outras derivações desses métodos. Existe uma ampla comunidade científica internacional que estabelece parâmetros e organiza comitês científicos para catalogar , registrar e reconhecer as inúmeras pesquisas sobre a história da Terra, construindo assim uma única coluna científica e dando um caráter de unidade, cientificidade e reconhecimento aos estudos.



As camadas da Terra representam a divisão entre sua estrutura interna e cada uma possui características próprias e subdivisões.

O raio terrestre possui 6371 km, aproximadamente. Isto é, a soma da espessura de suas camadas internas dá esse resultado e é distribuída entre a Crosta (5-70 km), o Manto (aprox. 2900 km) e o Núcleo (aprox. 3400 km de raio).
Estrutura Interna da Terra
As camadas da Terra


Pesquisas realizadas comprovam que quanto mais profundo maior a temperatura e a pressão. A temperatura do núcleo da Terra deve ultrapassar os 5500 °C e a pressão aproximada é de 1,3 milhões de atmosferas.

Os estudos sobre a estrutura interna da Terra são realizados através de um instrumento de medição chamado sismógrafo. Os sismógrafos captam todos os movimentos internos do planeta e através de diversos cálculos os cientistas chegam a algumas certezas.

Através do uso de sismógrafos é possível chegar a conclusões sobre a espessura e composição das camadas da Terra.

Já a temperatura é calculada a partir de outros experimentos científicos que testam o comportamento de diversos elementos em condições extremas de temperatura e pressão.

Crosta

A Crosta é a camada superficial da Terra. É a camada mais fina da estrutura do planeta, possui uma espessura que varia em média entre 5 km em regiões mais profundas dos oceanos e 70 km nos continentes.

A Crosta terrestre é composta basicamente de Silício e Alumínio nos continentes e Silício e Magnésio no assoalho oceânico. Daí, as nomenclaturas SIAL (Silício e Alumínio) e SIMA (Silício e Magnésio) para referir a essas porções da Crosta.

É na Crosta terrestre que se localiza toda a vida conhecida no planeta. A vida no interior da Terra é improvável, os organismos vivos não suportariam tão elevadas temperaturas.

A perfuração mais profunda já realizada foi o Poço Superprofundo de Kola, na antiga União Soviética. Em 1989, o poço atingiu a marca de 12 262 metros com temperatura no interior de 180 °C. Mesmo assim, a perfuração se manteve na camada superficial do planeta, não alcançando o Manto.
Manto

O Manto terrestre é a camada intermediária, fica abaixo da Crosta e acima do Núcleo. Sua espessura é cerca de 2900 km. O Manto é responsável por cerca de 85% da massa do planeta.

É comumente dividido em duas partes: Manto Superior, mais próximo à superfície e Manto Inferior, mais próximo ao núcleo.
Manto Superior

Devido às altas temperaturas, o Manto Superior encontra-se em estado de magma, rocha fundida com aspecto de pasta.
Manto Inferior

No Manto Inferior, devido à alta pressão, as rochas encontram-se em estado sólido, ainda que com temperaturas mais altas em relação à parte superior. A temperatura nas áreas mais profundas do Manto Inferior atingem cerca de 3000 °C.
Núcleo

O Núcleo é a parte mais interna da estrutura da Terra. Também é chamado de NIFE por ser composto de Níquel e Ferro.

Assim como Manto, o Núcleo é subdividido em duas partes: Núcleo Externo (líquido) e Núcleo Interno (sólido).
Núcleo Externo

A parte exterior do Núcleo terrestre é composta de Níquel e Ferro em estado líquido e tem aproximadamente cerca de 2200 km de espessura.

A temperatura do Núcleo Externo varia entre 4000 °C e 5000 °C.

Núcleo Interno

O Núcleo interno é a parte mais profunda da estrutura interna da Terra possui um raio de 1200 km e se localiza cerca de 5500 km de profundidade em relação à superfície.

A temperatura no interior do Núcleo é próxima dos 6000 °C, temperatura muito parecida com a do Sol.

Seu interior é composto basicamente de Ferro em estado sólido, devido à pressão, 1 milhão de vezes maior que ao nível do mar.

Estudos mostram que o Núcleo Interno gira em uma velocidade superior ao movimento de rotação da Terra. Isso só é possível por estar imerso em um meio líquido.
O que são as descontinuidades de Gutemberg e Mohovicic?

A Descontinuidade de Gutemberg é um pequeno trecho que separa o Núcleo Externo do Manto Inferior. Foi descoberta pelos sismólogos alemães Beno Gutemberg e Emil Wiechert.

Essa descoberta decorreu da comprovação da mudança no comprimento de ondas nesse meio.

O mesmo foi detectado pelo geofísico iugoslavo Andrija Mohorovicic em relação à fronteira entre a Crota terrestre e o Manto Superior.

Fonte: 

Geografia em Rede, Vol1, 2016.

Site: https://www.todamateria.com.br/estrutura-interna-terra/          

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