sexta-feira, 2 de maio de 2025

O QUE É CAPITALISMO?



Capitalismo é um sistema em que predomina a propriedade privada e a busca constante pelo lucro e pela acumulação de capital, que se manifesta na forma de bens e dinheiro. Apesar de ser considerado um sistema econômico, o capitalismo estende-se aos campos políticos, sociais, culturais, éticos e muitos outros, compondo quase que a totalidade do espaço geográfico.
A base para formação, consolidação e continuidade do sistema capitalista é a divisão da sociedade em classes. De um lado, encontram-se aqueles que são os proprietários dos meios de produção, a burguesia; de outro, encontram-se aqueles que vivem de sua força de trabalho, através do recebimento de salários: os proletários. No caso do meio agrário, essa relação também se faz presente, pois os donos das terras, geralmente latifundiários, ganham lucros sobre os trabalhos dos camponeses.
Com a era da Globalização, o sistema capitalista tornou-se predominante em praticamente todo o mundo. Porém, as suas fases e etapas de desenvolvimento não ocorrem de forma igualitária na totalidade do espaço mundial, isso porque a sua lógica de produção e reprodução é puramente desigual. Assim, algumas nações apresentam estágios mais avançados de capitalismo e outras apresentam os seus aspectos ainda iniciais. Para conhecer essas fases e aspectos, torna-se importante conhecer o surgimento e a história do capitalismo.

Surgimento e desenvolvimento do sistema capitalista

O processo de surgimento do capitalismo foi lento e gradual, iniciando-se na chamada Baixa Idade Média (do século XIII ao XV), com a formação de pequenas cidades comerciais, denominadas burgos. Essas cidades desafiavam a ordem então vigente na época, a do feudalismo, em que a Europa era repartida em vários feudos, cada um comandado exclusivamente pelo seu Senhor Feudal. A usura era condenada pela Igreja Católica, a instituição mais poderosa na Idade Média, o que dificultava, ainda mais, o nascimento do novo sistema que se encontrava em emergência.
Com o passar do tempo, o poder da classe que comercializava nos burgos, a burguesia, foi se expandido e o acúmulo de capital difundiu-se. Tal fator, associado ao crescimento dessas cidades e ao consequente processo de relativa urbanização da Europa, além de fatores históricos (como as Cruzadas), provocou uma gradativa derrocada do sistema feudal e o surgimento do capitalismo. O principal evento que marcou a formação desse novo modelo econômico de sociedade foi a realização das Grandes Navegações no final do século XV e início do século XVI.
Com a sua formação, o novo sistema passou por três principais fases de desenvolvimento, a saber: o capitalismo comercial, o industrial e o financeiro.

Capitalismo Comercial

Em seu período de surgimento e consolidação, o capitalismo ainda não conhecia a industrialização e, tampouco, a formação de grandes adensamentos urbanos. Sendo assim, a economia nesse período era essencialmente centrada nas trocas comerciais e a riqueza
das nações era medida pelo acúmulo de matérias-primas e especiarias ou a capacidade de se ter acesso a elas. Por isso, o período que vai do século XVI a meados do século XVIII é chamado de Capitalismo Comercial.
O modelo econômico praticado nesse período foi chamado de Mercantilismo e caracterizava-se pelo fortalecimento dos Estados Nacionais e sua forte intervenção na economia. Seu papel era assegurar a máxima acumulação de lucros por parte da burguesia e da aristocracia, bem como disputar os mercados internacionais e o melhor acesso a matérias-primas. As premissas básicas do mercantilismo eram: a) busca por matérias-primas a baixo custo; b) produção de mercadorias manufaturadas; c) metalismo (acúmulo máximo de metais preciosos) e d) a busca pela balança comercial sempre favorável, ou seja, exportar e vender mais do que importar e comprar.

Capitalismo Industrial

Os dois fatores históricos que ocasionaram a transição do capitalismo comercial para o capitalismo industrial foram a Revolução Industrial (1760-1820) e a Revolução Francesa (1789-1799). Tais acontecimentos permitiram a estabilização do poder nas mãos da burguesia, centrando a economia na principal atividade desenvolvida e administrada por essa classe: a industrialização.
Nesse período, a Europa, principalmente a Inglaterra, exerceu um grande poder sobre o mundo, sob a ótica do colonialismo e do imperialismo, ao importar as matérias-primas das periferias e colônias do planeta e, depois, exportar os seus produtos industrializados. Esse continente também passou por intensivos processos de industrialização, formando grandes cidades que, de início, não dispunham de grandes condições estruturais, apresentando uma grande quantidade de miseráveis e moradias precárias.
O crescimento da burguesia representou a máxima expressão das desigualdades socioeconômicas
O crescimento da burguesia representou a máxima expressão das desigualdades socioeconômicas
O modelo econômico predominante nesse período foi o liberalismo econômico, elaborado por Adam Smith e que preconizava a mínima intervenção do Estado nas práticas econômicas. Tal posição consolidou o máximo poder da burguesia, uma vez que seria ela – na figura do Mercado – quem controlaria o andamento da economia.

Capitalismo Financeiro ou Monopolista

A transição do capitalismo para a sua fase financeira ocorreu através do processo de investimento do capital bancário sobre o capital industrial. Tal fator propiciou o surgimento de grandes empresas, que passaram a se dividir em ações que eram negociadas como mercadorias, sendo mais valorizadas à medida que os lucros das empresas se ampliassem.
Com isso, a economia não estava mais centrada nas práticas industriais, mas nas práticas especulativas e financeiras. A busca pela acumulação de capital intensificou-se e alcançou patamares jamais vistos na história da humanidade.
Com a crise de 1929, o modelo econômico foi alterado e o sistema keynesiano passou a ser hegemônico. Esse sistema foi elaborado pelo economista inglês John Maynard Keynes, que preconizava o retorno ao chamado “Estado Forte”, isto é, com a sua máxima intervenção na economia. Esse modelo era também chamado de Welfare State (Estado do bem-estar social) e visava ao máximo consumo a fim de abastecer as indústrias e gerar mais empregos.
Nesse período também surgiram e se expandiram as Transnacionais, também chamadas de Multinacionais ou Empresas Globais, que rapidamente se instalaram em vários países, principalmente os subdesenvolvidos, em busca de matéria-prima, mão de obra barata e ampliação do mercado consumidor. Essas empresas, cada vez mais, dominam o mercado internacional, monopolizando-o.
A partir dos anos 1980, o keynesianismo entrou em derrocada em benefício do neoliberalismo, que retomava o ideal da mínima participação do Estado na Economia, que deveria apenas atuar para assegurar a reprodução do sistema e salvar o mercado de eventuais crises econômicas.
Atualmente, apesar de alguns livros e autores apontarem o surgimento de um capitalismo informacional, a maioria dos economistas defende que ainda nos encontramos na fase financeira do sistema capitalista. O chamado meio-técnico-científico-informacional é visto como um potente instrumento de mundialização do capitalismo e de sustentação de suas atuais características.

Por Me. Rodolfo Alves Pena

O QUE É CONTINENTE?

O que é continente


Continente é um grande espaço de terra cercado por água. Como cerca de 75% da superfície terrestre é coberta por oceanos, é fácil de notar o aparecimento de grandes territórios, que são difíceis de serem considerados ilhas. Então, os geógrafos definiram essas grandes porções de terra como continentes.


A palavra “continente” deriva das palavras em latim continens entis, que significam “contínuo, ininterrupto”. Assim, na geografia, são classificados como continente qualquer faixa de terra contínua maior que a Groenlândia. Dessa forma, existem dois tipos de continentes:


  1. Físicos: faixas de terra grandes e ininterruptas, logo os continentes nessa classificação são a América, Austrália, Antártida e Eufrásia (junção da Europa, Ásia e África);
  2. Políticos: conjunto de países de uma certa região que tem certa similaridade cultural e política entre si, podendo incluir arquipélagos e ilhas. Dessa forma, os continentes são a África, América, Ásia, Europa, Oceania e Antártida.


Geralmente, a divisão política é a mais utilizada. Por vezes, também incluem dessa divisão a separação do continente americano em América do Norte e América do Sul.


Qual é o maior continente do mundo


Considerando a divisão política dos continentes, o maior continente do mundo é a Ásia, com quase 44 milhões de km², ocupando mais de 29% da superfície não ocupada por água.


A Ásia também é o continente com maior população do planeta, com quase 4 bilhões de habitantes. Além disso, alguns dos maiores países do mundo em território ficam na Ásia, como a Índia, a China e a maior parte da Rússia.


Mapa político da Ásia, maior continente do planeta.


Depois das Ásia, os maiores continentes, por ordem de tamanho territorial, são a América, a África, a Antártida, a Europa e a Oceania.


Qual é o continente do Brasil


Brasil fica localizado na América, mais especificamente na América do Sul. Entre os países do continente americano, o Brasil é o terceiro maior em área, sendo o maior da América do Sul. Além disso, duas das maiores regiões metropolitanas da América são no Brasil, sendo as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.


Mapa político da América, continente em que o Brasil está localizado


Outra divisão feita frequentemente no continente americano é a cultural, que separa os Estados Unidos e o Canadá da região da América Latina. Essa região engloba os países que foram colonizados majoritariamente por portugueses e espanhóis e que falam línguas românicas (espanhol, português e francês). Portanto, a América Latina agrupa o México, a América Central e a América do Sul, logo, o Brasil também.


Curiosidades


  • Os cientistas acreditam que, entre 136 milhões e 65 milhões de anos atrás, existia um único continente, chamado de Pangeia;
  • Assim, a divisão desse supercontinente foi o que deu origem aos continentes atuais e às placas tectônicas;
  • A Antártida é considerada o maior deserto do mundo, já que o continente possui quase 14 milhões de km² ocupados somente por gelo;
  • A única massa de terra maior que a Groenlândia na Oceania é ocupada totalmente pela Austrália, o restante do continente é formado por ilhas do Oceano Pacífico;
  • O menor país do mundo fica na Europa: o Vaticano;
  • O ponto mais alto e o mais baixo do planeta ficam na Ásia: o monte Everest (8.840 metros acima do nível do mar) e o Mar Morto (395 metros abaixo do nível do mar).

MEIO AMBIENTE



MUDANÇAS CLIMÁTICAS

       Uma das discussões centrais na temática ambiental diz respeito ás alterações climáticas. Estaria a humanidade intervindo no planeta a ponto de mudar o clima?

       Basicamente, há vertentes para esse debate: " sim, a humanidade está alterando o clima da Terra", "não, ela não tem capacidade para isso". Para nos situarmos melhor nessa discussão, é preciso nos deter em algumas questões. A primeira delas é ter consciência de que o clima da Terra nunca foi estático; está sempre mudando, embora numa escala de tempo bastante ampla. Já foi mais quente um dia, como também mais frio há 18 mil anos, quando ocorreu a última glaciação.
       

       Outro ponto importante na discussão sobre mudanças climáticas relaciona-se ao efeito estufa, um processo natural necessário ao planeta, uma vez que, se a Terra não tivesse parte do calor irradiado pelo Sol, as temperaturas seriam muito baixas ao ponto de inviabilizar a vida em nosso planeta.
       Muitos cientistas, no entanto, entendem que a humanidade está acelerando esse processo de aquecimento natural do planeta desde o advento da sociedade industrial , particularmente após o século XIX. A proliferação global das indústrias , a urbanização, o aumento demográfico, a destruição de florestas, a colossal frota de automóveis, a queima de combustíveis fósseis para a produção de energia, entre outras atividades humanas, geram uma camada artificial de gases que estaria represando mais calor  e, consequentemente, aquecendo o planeta em torno de 0,3 ºC nos últimos 100 anos, aparentemente pouco, mas com impactos globais significativos.

Dentro dessa perspectiva de alteração climática antropogênica, as consequências poderão ser drásticas:
- mudança no ciclo das chuvas, causando chuvas em excesso em certos lugares e períodos de seca em outros, o que levaria ao comprometimento das lavouras, por exemplo;
- derretimento das calotas polares com o consequente aumento do nível do mar, colocando em risco algumas regiões litorâneas;
- possível alteração ambiental na corrente do Golfo a partir do derretimento das geleiras, interferindo diretamente no clima europeu, que ficaria mais frio;
- com o derretimento do gelo, ocorreria a alteração da salinidade oceânica setentrional e o consequente impacto em ecossistemas marinhos;
- acentuação dos fenômenos El Nino e La Nina;
- aumento de fenômenos climáticos como tornados, furacões e tufões, além de desertificações;
- interferência direta em alguns ecossistemas com a extinção de espécies.


       GEOGRAFIA EM REDE Vol. 2,  2016.



       
       

quarta-feira, 30 de abril de 2025

O QUE É MONTANHA?

O que é montanha?



O que é?
Para compreender o que é montanha, é preciso conhecer os processos de constituição desse tipo de relevo.

Montanha é uma forma de relevo que se caracteriza pela elevada altitude. Existem algumas formas de definir o que é uma montanha e classificá-la. Com base nas classificações mais aceitas no meio científico, convencionou-se afirmar que no Brasil não existem montanhas.

Cordilheiras


Quando as montanhas estão em um conjunto extenso, são chamadas de cordilheiras ou de cadeias de montanhas. São paisagens espetaculares que atraem muitos alpinistas.

Veja algumas das principais cordilheiras do planeta:

  • Andes – na América do Sul
  • Himalaia – na Ásia
  • Montanhas Rochosas – na América do Norte
  • Alpes – Na Europa

As montanhas variam de acordo com a altitude, a origem, a idade e o aspecto. Aqui classificaremos as montanhas de acordo com a sua idade e origem.

Montanhas jovens


As montanhas de vales profundos, picos pontiagudos e elevadas altitudes possuem origem geológica recente. Formam cadeias de montanhas que se estendem por centenas de quilômetros. Exemplos desse tipo de montanha são os Andes, Himalaia e Alpes.

A Cordilheira dos Andes, na América do Sul, é formada por montanhas jovens, que foram formadas pela colisão das placas tectônicas
A Cordilheira dos Andes, na América do Sul, é formada por montanhas jovens, que foram formadas pela colisão das placas tectônicas

As montanhas jovens – dobramentos recentes – resultam da colisão de placas tectônicas ocorrida nos últimos 25 milhões de anos. São resultantes de falhamentos, dobramentos e vulcanismo, e a maior parte delas, na atualidade, continua sofrendo soerguimento ao mesmo tempo em que é submetida à ação dos agentes exógenos do relevo.

Montanhas antigas

Também conhecidas como maciços antigos, as montanhas mais velhas são constituídas por rochas magmáticas e metamórficas e já passaram por intenso processo de intemperismo e erosão. Exemplos desse tipo de montanha são os Alpes Escandinavos, os Montes Apalaches e os Montes Urais.
Ao contrário das montanhas jovens, os maciços antigos apresentam cumes arredondados e áreas rebaixadas em razão do desgaste a que foram submetidos durante milhões e milhões de anos.
Grandes montanhas do Planeta – localização e altitude
  • Monte Everest – Ásia – 8.848 m
  • Aconcágua – América do Sul – 6.960 m
  • Kilimanjaro – África – 5.892 m
  • Elbrus, Europa – 5.642 m
  • McKinley – América do Norte – 6.194 m
  • Maciço Vinson – Antártida – 4.892 m
  • Pirâmide Carstensz – Oceania – 4.884 m

Por Amarolina Ribeiro
Graduada em Geografia

As montanhas diferenciam-se pela altitude mais elevada em relação às outras formas de relevo
As montanhas diferenciam-se pela altitude mais elevada em relação às outras formas de relevo 

FONTE: BRASIL ESCOLA

O QUE É DEFLAÇÃO?

Deflação constitui um processo onde há o transporte de partículas de poeira e areia (material fino) pelo vento, permanecendo sobre a superfície as partículas mais grosseiras. Este processo é também entendido como varredura da superfície sem cobertura vegetal.
Meu Pomerânia: Spitz na Praia

Fonte: Terra: Feições Ilustradas, 2008

O QUE É ABLAÇÃO?

ABLAÇÃO
Ablação é um fenômeno de degelo da parte superficial das geleiras cobertas por gelo, devido a radiação solar (insolação). O processo de ablação promove a redução do pacote de gelo por evaporação e fusão.


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL CENTRO ESTADUAL DE ...

O QUE DIZER

  o que quero dizer com isso  é perdi tantos e tantos anos da  minha vida estando muito exausta/ cansada de fome/ deprimida/ triste demais p...