quinta-feira, 22 de maio de 2025

DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO SOCIAL

 


          A sociologia é uma ciência relativamente nova no campo do conhecimento. Ela surgiu no século XVIII, mas só foi assim nomeada no século XIX, quando Auguste Comte (1798-1857) pretendia reunir conhecimentos de história, economia e psicologia sob o estatuto de uma única ciência.

          O surgimento da sociologia está relacionado com o período do Renascimento (século XVI), em que os dogmas, regras e leis da Igreja Católica foram perdendo forças, enquanto o conhecimento científico estava cada vez mais em destaque.Neste período, buscava-se uma explicação racional para os fenômenos naturais, por meio da valorização do conhecimento com base na razão, na observação, na experimentação e na verificação dos fatos. A retomada dos textos da antiguidade clássica, as transformações artísticas e culturais, o renascimento comercial e, posteriormente, revoluções Francesa e Industrial e o surgimento do modo de produção capitalista, foram fatores que impulsionaram os questionamentos sobre o funcionamento da sociedade.

          O surgimento das primeiras indústrias , no século XVII, inicialmente na Inglaterra e depois nos outros países da Europa, provocou o deslocamento de populações do campo para a cidade, em busca de trabalho e melhores condições de vida. As indústrias, então  passaram a absorver a farta mão-de-obra proveniente dos camponeses, e impunham aos trabalhadores jornadas de trabalho exaustivas, chegando a 16 horas por dia, além de absorver também a mão-de-obra infantil e feminina, para as quais pagavam muito menos do que para os trabalhadores de sexo masculino. Os salários eram muito baixos, e não havia benefícios que garantissem boas condições de vida aos trabalhadores, como por exemplo, férias, 13º salário, aposentadoria.

          O êxodo rural também provocou um inchaço nas cidades, que, por sua vez, não contavam com infraestrutura para acomodar os migrantes, que viviam em condições miseráveis. A superpopulação nas áreas urbanas causou diversos problemas, como violência, falta de moradias e de alimentos. As péssimas condições de vida das pessoas nas cidades e nas fábricas trouxeram à tona o que ficou conhecido como questão social.

          Os operários começaram a se organizar para reivindicar melhores condições de vida e surgiram mutas críticas ao progresso industrial por parte dos primeiros teóricos socialistas, que buscavam novas formas de organização da sociedade, com base mais justa e igualitária.

SOCIALISMO UTÓPICO

          Os primeiros teóricos socialistas ficaram conhecidos como socialistas utópicos, que defendiam a ideia de promover a transformação na sociedade de forma pacífica em busca de igualdade. possuíam forte influência do pensamento de Jean-Jacques Rousseau e dos iluministas.
          Ficaram conhecidos coo "utópicos" em referência à obra Utopia (1516), de Thomas More, que contava a história de uma ilha imaginária onde vivia uma sociedade ideal, afinal , esses pensadores tinham uma visão romântica e idealizada quanto a realidade. A maior crítica aos socialistas utópicos é que esses teóricos se preocupavam em descrever os princípios de uma sociedade ideal sem indicar os meios para alcançá-la.
SOCIALISMO CIENTÍFICO

        O socialismo científico, também conhecido como socialismo marxista, baseia-se na teoria elaborada por Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), publicada na obra O manifesto comunista. Marx e Engels elogiaram os socialistas utópicos pelo pioneirismo de suas ideias, no entanto, acreditava que, para promover a transformação da sociedade capitalista para a socialista, era necessário acontecer a luta de classes, a revolução proletária e a luta armada.

Principais conceitos do socialismo Científico

1- Materialismo histórico- Os acontecimentos históricos estão condicionados pelo modo de produção material que as sociedades utilizam.

2- Materialismo dialético- A luta de forças e ideias promovem as transformações históricas. Para Marx, as contradições internas da sociedade capitalista levariam à sua própria destruição.

3- Luta de classe- Na sociedade capitalista, sempre haverá a oposição entre trabalhadores e empregadores por meio da luta de classe. Para Marx, a luta de classes pode levar à revolução e à consequente superação do capitalismo.

4- Mais-valia -  É a diferença entre o valor pago ao operário e o valor do trabalho produzido. O excelente, ou o lucro, fica para o patrão.

AUGUSTO CONTE

     Em busca de compreender a questão social e a origem de seus problemas, os primeiros sociólogos buscavam compor soluções viáveis para garantir o desenvolvimento das sociedades.
       Augusto Comte (1798-1857) -no primeiro a empregar o termo sociologia - é um dos principais positivistas, ou seja, pensadores que elaboravam suas teorias pautadas nos moldes das ciências. A sociologia, para Comte, deve formular leis gerais para explicar os fenômenos sociais. Da mesma forma, para ele, as ciências e o espírito humano também se regulam de acordo com leis gerais e passam por três estados.
- 1º estado: teológico, em que os fatos sociais são influenciados por forças sobrenaturais (Deus).
- 2º estado: metafísico, em que os fatos sociais passam a ser vistos como naturais.
- 3º estado :   positivo: positivo, em que os fatos sociais passam a ser explicados pela ciência. A sociedade industrial encontra-se nesta fase.

ÉMILE DURKHEIM
       O sociólogo frances Émile Durkheim (1858-1917) é considerado o "pai da sociologia" porque foi quem elaborou um método de investigação específico para essa ciência, delimitou o objeto de estudo da sociologia e definiu o que é sociedade. Para ele, as ciências sociais devem seguir o rigor das demais ciências no que diz respeito à observação, à experimentação, à isenção de ideologias, à objetividade, à neutralidade no que respeito aos fatos sociais.
         Durkheim formou respostas sobre a formação da sociedade e a convivência consensual entre os indivíduos.  Para ele , os hábitos , regras de comportamento e valores sociais que aprendemos desde o nascimento são fatores de coesão social e influenciam o modo de agir e pensar das pessoas.

MAX WEBER

        Já o sociólogo alemão, Max Weber (1864-1920), analisou em sua obra A ética protestante e o espírito do capitalismo (1920) a relação dos valores religiosos de uma sociedade com a ação social dos indivíduos e seus efeitos do sistema econômico. Weber verificou que, nos países protestantes, surgiram três manifestações da racionalidade que mudaram a forma de vida da sociedade: o capitalismo , a ciência moderna e a burocracia, e concluiu que os valores da religião protestante impulsionaram o desenvolvimento do capitalismo.


 


Projeto Preciso Saber +, Sociologia, 2020.

            

segunda-feira, 19 de maio de 2025

A REVOLUÇÃO FRANCESA

A REVOLUÇÃO FRANCESA

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O ANTIGO REGIME NA FRANÇA


No fim do século XVIII, o reino da França possuía cerca de 28 milhões de habitantes e os franceses viviam sob o Antigo Regime, conceito-chave para se compreender as sociedades ocidentais entre os séculos XVI e XVII.

No aspecto econômico, essas sociedades sobreviviam basicamente da agricultura e do comércio. Como os instrumentos de trabalho eram rudimentares, a produção agrícola mantinha enorme dependência das condições naturais; assim, chuva ou seca prolongadas induziam a más colheitas e facilitavam a ocorrência de fomes e epidemias.

Socialmente, o clero e a nobreza detinham enormes privilégios e a distinção era tão ou mais importante que a riqueza. As sociedades se caracterizavam por contrastes. Contraste também entre a riqueza dos clérigos e nobres e a pobreza dos camponeses; contraste , por fim, entre a multidão de analfabetos do meio rural e os acanhados núcleos letrados citadinos. E mais, estes contrastes todos eram vistas como naturais, decorrentes da vontade divina. O Antigo Regime desconhecia a ideia de direitos iguais entre os indivíduos; em vez de noção de direito, baseava-se na de privilégios. Um deles era o nascimento, que distinguia pelo sangue a nobreza; o outro era o de ocupação, que desvalorizava os serviços manuais e elevava aquele que vivia de rendas.

Politicamente, as sociedade do Antigo regime eram governadas por reis absolutistas, que viam a si próprios e eram vistos como representantes de Deus na Terra ( absolutismo do direito divino).

A SOCIEDADE

A sociedade francesa estava dividida em três ordens ou estados: o primeiro estado ( o clero ); o Segundo Estado ( a nobreza); e o Terceiro Estado (camponeses, burguesia e trabalhadores das cidades ).
O Primeiro Estado - o clero - era composto por cerca de 280 mil pessoas. A riqueza vinha, sobretudo, das terras que o clero possuía, cobrava dízimo, imposto nacional e taxas sobre batismo, casamento e sepultamento. Os cardeais, bispos, arcebispos e abades compunham o alto clero e tinham, geralmente, origem nobre. O baixo clero - padres, frades e monges - era de origem pobre e viviam insatisfeito com os privilégios e os desmandos do alto clero e da nobreza.

O Segundo Estado - a nobreza - era composta de cerca de 840 mil indivíduos , cuja função principal era "defender a nação" ; por isso só os nobres portavam espada. A nobreza era composta de três grupos principais: nobreza cortesã (sustentada pela realiza, vivia em torno do Palácio de Versalhes, a residência do rei), nobreza provincial ( estabelecida no interior da França, vivia das rendas da terra onde os camponeses trabalhavam) e nobreza de toga ( burguesia que tinha comprado títulos e cargos públicos vendidos pela realeza). A nobreza como um toda vivia à sombra da Corte/ ou do trabalho dos camponeses.

História da educação no Piauí

História da educação no Piauí

No período colonial, praticamente não havia escolas no Piauí. Isso ocorreu por causa do descaso do governo e da população e também pelo fato de que o número de habitantes era pequeno e as pessoas ficavam dispersas nas fazendas. Sem uma concentração populacional maior, era inviável a instalação de escolas.

As primeiras escolas criadas na Capital da Província datam de 1757, sendo uma para meninos – cujo currículo oferecia a oportunidade de aprender a ler, escrever e contar, além da doutrina cristã – e outra para meninas, onde elas deveriam aprender a coser, fiar e fazer rendas. A duração dessas escolas foi bem curta.

Com as vagas parcialmente preenchidas, foram instaladas em 1815 escolas nos municípios de Oeiras, Parnaguá, Jerumenha, Marvão Campo Maior e Parnaíba.

Zacarias de Góis em seu governo, assinou a Lei de nº 98 de outubro de 1845, que fez a reforma da instrução pública no Piauí. Nesta época a Província contava com 16 escolas públicas de ensino de primário para o sexo masculino, com 340 alunos e 3 para o sexo feminino, com 41 estudantes. Essa mesma Lei criou o Liceu Piauiense com as cadeiras: latim, Francês, Inglês, Geometria, Aritmética, Geografia e História, Retórica e Poética, Filosofia Racional e Moral. Com a mudança da sede do governo, o educandário veio para Teresina, sendo extinto em 1861 e reaberto em 1867.

No povoado de Boa esperança , em 1846, foi criado um internato masculino pelo padre marcos de Araújo Costa. Os alunos estudavam Latim. Francês, Filosofia, Teologia e retórica gratuitamente. Esse povoado originou o atual município Padre marcos.

O estabelecimento de Educandos Artífices e´ criado em 1847, em Oeiras, e instalado oficialmente dois anos depois. Dava abrigo, instrução e ensino profissionalizante às crianças pobres e desamparadas. Consegue matricular 15 alunos, distribuídos nas oficinas de carpintaria, marcenaria, ourives, ferreiros, alfaiate e sapateiro. Trazido para Teresina, foram acrescentadas novas oficinas – funilaria, tipografia – e também passou a funcionar o ensino primário. Em 1873 encerram-se suas atividades educacionais.

Saraiva, ao assumir o governo, assina a resolução nº 287 de 10 de setembro de 1850, estabelecendo várias disposições acerca da instrução pública, em 59 artigos. Ela trata da obrigatoriedade do ensino, traz nova organização didática e institui a cadeira Língua Nacional, dentre outras.

Sob a direção do engenheiro Dr. Francisco Parente, foi criado em 1873 na colônia de São Pedro de Alcântara (hoje Floriano) um colégio rural, com as cadeiras: Educação Física, Moral e religiosa, Instrução Primária, Artística e Zootécnica, visando contribuir para a melhoria do rebanho e para a industrialização das fazendas de gado.

O Dr. Gabriel Ferreira fundou em 1890 o Instituto Karnak, estabelecimento de ensino secundário só para rapazes. Manteve-se funcionando até 1893.

Em Corrente, cidade de extremo Sul piauiense, foi fundado em 1904 o Colégio Correntino, que recebeu a orientação de religiosos batistas.

Em março de 1906 é instalado em Teresina o colégio Diosesano. Está sob a direção dos padres jesuítas de 1960 até hoje. Em outubro de 1906 foi criado também em Teresina o Colégio sagrado Coração de Jesus, sob a direção de religiosas – irmãs dos pobres de Santa Catarina de Sena – e destinado antigamente somente à clientela feminina. Hoje recebe ambos os sexos. Sob a responsabilidade da mesma congregação religiosa, foi fundado em 1907, em Parnaíba, o Colégio Nossa Senhora das Graças.

Em Teresina, surge em 1910 a escola Normal Oficial, criada para substituir a Escola Norma Livre. Em anexo à escola Normal funcionava a escola Modelo, para o estágio das normalistas.

A Capital ganhou em 1931 uma instituição de ensino superior. Foi criada a faculdade de Direito, tendo início o funcionamento do curso jurídico no Piauí. Após 25 anos da implantação do curso de Ciências Jurídicas, é criada a faculdade de odontologia do Piauí. Na gestão de Petrônio Portella é criada a Faculdade de Medicina.

Hoje o sistema educacional estadual está presente em todos os municípios, funcionando regularmente a Educação Infantil e o Ensino Fundamental. O Ensino Médio encontra-se instalado em quase todo o território piauiense. O ensino Profissionalizante a nível estadual teve a sua primeira escola instalada em Oeiras. A partir de 1982 foi criado Programa de Expansão e Melhoria de Ensino (PREMEN) o qual instalou Centros Interescolares. Em 1984 foram transformados em Escolas Técnicas, sediadas em Teresina, Parnaíba, Picos e Floriano.
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PIAUÍ: PERÍODO PRÉ-COLONIAL

PIAUÍ: PERÍODO PRÉ-COLONIAL


PRIMEIROS POVOADORES DO CONTINENTE AMERICANO


Segundo vários cientistas, foi no continente africano que surgiram os primeiros humanos. Da África deslocaram-se  para a Europa, Ásia, Oceania e a América. Os primeiros homens que chegaram ao continente americano já eram da espécie Homo Sapiens.

Existem várias hipóteses sobre a ocupação humana da América. A mais aceita é a que diz que os primeiros homens chegarem à América vieram do norte da Ásia, através do estreito de Bering, que separa a Sibéria (Rússia) do Alasca (Estados Unidos). Nessa época o nível das águas do mar tinha baixado, formando-se uma ponte de terra  e gelo entre a Ásia e a América. Quando a temperatura do planeta aumentou e o nível das águas tornou a subir, essa ponte se desfez.

Alguns historiadores acreditam que as primeiras migrações do home pré-histórico para América ocorreram aproximadamente, 20 mil anos. Para outros estudiosos do assunto, como a arqueóloga Niède Guidon, defendem que as mais antigas travessias foram realizadas em período: entre 40 mil a 70 mil anos atrás.

Já alguns estudiosos começaram a admitir que os povoadores da América tenham chegado em sucessivas levas ao continente.

Pesquisadores Norte-americanos, em 1986 concederam um modelo para explicar a ocupação do continente americano por meio de três ondas migratórias.

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- A primeira teria dado origem a todos os índios da América do Sul, da América Central e de parte da América do Norte.
- A segunda teria resultado nos grupos de nômades da região Noroeste da América do Norte.
- A terceira seria aquela que originou os inuits (esquimós).

Walter neves e outros pesquisadores, estudam a hipótese de ter havido uma quarta onda migratória. Para os pesquisadores, Luzia que foi descoberta em 1975, em lagoa santa, local próximo a Belo Horizonte- Minas Gerais, seria a quarta, e descendente dos atuais aborígenes negroides australianos, que teriam migrado da Ásia. Possuía altura aproximada de 1,5 metros. Deve ter falecido com pouco mais de 20 anos de idade, há cerca de 11,5 mil anos. É o mais antigo fóssil humano já encontrado no continente americano.

FONTE: RODRIGUES, Joselina Lima Pereira Rodrigues, Geografia  + História do Piauí: Estudos regionais, 2012.

domingo, 18 de maio de 2025

PIAUÍ: POPULAÇÃO

 


EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO

          Em torno das fazendas de gado, com sua pecuária extensiva, formaram-se os primeiros núcleos de ocupação do homem branco, muitos desses núcleos se transformaram em vilas e cidades.

          A população do Piauí, em seu primeiro recenseamento que ocorreu no ano de 1762 por ordem do primeiro governador da capitania João Pereira Caldas, contava com 12.746 habitantes.

          Vale ressaltar alguns fatores que contribuíram para o crescimento populacional do Piauí à época do referido recenseamento. Dentre eles podemos destacar a presença de imigrantes de procedência diversas, especialmente os originários do Nordeste açucareiro, que mergulhou em uma crise insuperável por efeito do ingresso das Antilhas no comércio internacional do açúcar. Pode-se também destacar a presença de remanescentes e descendentes dos 605 habitantes de território da Freguesia de Nossa Senhora da Vitória, assim como os indígenas incorporados à civilização e também os negros que impulsionaram o crescimento populacional.

         Podemos constatar nos anos de 1792 e 1825, períodos de intensas secas, um grande número de cearenses que vieram fixar-se definitivamente no piauí por conta das frequentes secas que atingiam o Nordeste. O Piauí não era tão castigado com tanta intensidade em virtude de seus vales úmidos e de sua população esparsa. Pode-se considerar também a contribuição das fazendas de gado com sua pecuária extensiva, em torno das quais se formaram os primeiros núcleos de ocupação do homem, sendo vários deles transformados em vilas e cidades no decorrer do tempo.

          O crescimento populacional decorrido essa fase passou a apresentar resultados baseados na dinâmica regional, assim como na própria organização espacial das atividades produtivas do estado.


          DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO

          O estado do Piauí, de acordo com o censo do IBGE de 2010, possui uma população de 3.119.015 habitantes sendo , 1528,796 homens e 1590.219 mulheres. Embora em extensão territorial seja o terceiro maior estado do nordeste, perdendo em área apenas para os estados da Bahia e do Maranhão, o Piauí é pouco populoso e pouco povoado. Sua densidade demográfica no ano de 2010 era de 12,40 habitantes por quilômetro quadrado. As maiores densidades demográficas estão nas microrregiões norte e centro-norte, nos municípios de Teresina (485 hab/Km²) e Parnaíba (337 hab/Km²). Nestas áreas já se pode constatar a formação de uma rede mais bem integrada de cidades sob a influência da cidade de Teresina. Do ponto de vista econômico, até por volta de 1950 a atividade primária-exportadora  concentrou-se em Parnaíba, sendo que posteriormente Teresina passou a se consolidar como centro das atividades industriais, comerciais, universidade e da prestação de serviços tecnológicos e médico-hospitalares, atividade essas geradoras de bastante empregos, fatos esses que explicam a maior concentração populacional da região mencionada.

           As áreas de maior concentração populacional encontram-se no norte do estado e nas proximidades do rio Parnaíba e as áreas menos povoadas encontram-se principalmente na região sul do estado.

          Outra característica da população piauiense é o seu grande número de habitantes natos, embora também existam pessoas oriundas de outros lugares do Brasil e um restrito contingente estrangeiro. A maior aglomeração populacional do estado é identificado ao norte, região que possui uma melhor infra-estrutura de transporte.

           A parte do último senso demográfico de 2010 é possível distribuirmos as 10 cidades mais populosas e as 10 cidades menos populosos:


Saiba mais lendo a obra:

Geografia do Piauí: Conhecer Para Valorizar

Gean Carlos Brito/ Alessandro Ramos da Costa.

          

sexta-feira, 16 de maio de 2025

PIAUÍ: LOCALIZAÇÃO E EXTENSÃO

 



             O Estado do Piauí está situado na parte ocidental da Região Nordeste do Brasil entre os paralelos 2º e 11º de Latitude Sul e os meridianos 40º e 46º de Longitude Ocidental. Possui uma área territorial de 251.529,2 KM², o que representa 16,2% da área total do Nordeste e 2,95% da área total do Brasil.É o terceiro maior Estado do Nordeste, perdendo em área apenas para a Bahia e o Maranhão. É o décimo primeiro estado brasileiro em extensão territorial, sendo maiores os seguintes: Amazonas, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Sul e Tocantins. 

LIMITES

         O Piauí limita-se com cinco estados da Federação, sendo quatro da Região Nordeste e um da Região Norte, além do Oceano Atlântico.

Ao Norte- oceano Atlântico, em uma faixa de 66 Km.

Ao Sul - Bahia, extensão de 780 Km; extensão de 22 Km.

A Leste- Pernambuco, extensão de 240 Km; Ceará, extensão de 580  Km.

A Oeste - Maranhão, extensão de 1.492 Km.

FRONTEIRAS NATURAIS

Oceano Atlântico, ao Norte;

Bahia - Serra da tabatinga e Serra Dois Irmãos;

Tocantins - Chapada das Mangabeiras;

Pernambuco - Serra Dois irmãos e Chapada do Araripe;

Maranhão - Rio Parnaíba

PONTOS EXTREMOS E DIMENSÕES

Ao Norte- Barra das Canárias, no farol do mesmo nome, município de Ilha Grande de Santa Isabel;

Ao Sul- Chapada da Limpeza, nas nascentes do riacho Serrito, município de Cristolândia, fronteira com a Bahia;

A Leste- Nascentes do riacho Marçal, na serra de Marçal, município de Pio IX, fronteira com o Ceará.

A Oeste- Curva do rio parnaíba na cachoeira da Apertada Hora, município de Santa Filomena, fronteira com o Maranhão.

Adaptação Rodrigues (2007)
          A grande distância latitudinal do Piauí causa alguns problemas, como a dificuldade de comunicação entre os setores dirigentes e o extremo sul. As grandes distâncias a serem vencidas tem gerado desejos separatistas, como a criação do estado do Gurgueia na região sul do estado.
         As maior distâncias lineares entre os pontos extremos do estado do Piauí são:
De Norte a Sul: 887 Km
DE Leste a Oeste:   618 Km.




QUESTÕES AQUI



quarta-feira, 14 de maio de 2025

ORIENTE MÉDIO

 


        Além da privilegiada localização geoestratégica - entre Ásia, África e Europa - , outro fator que torna o Oriente Médio protagonista no cenário geopolítico mundial é a grande produção de petróleo. 

         No Oriente Médio estão 47,7% das grandes reservas de petróleo e, em 2014, essa região foi a maior produtora desse hidrocarboneto, abastecendo 31,7% de todo o consumo mundial.

         No entanto, os maiores consumidores em 2014 foram países que não pertenciam a essa região, como Estados Unidos (19,9%), China (12,4%) , Japão (7,7%) e Rússia (3,5%).



        O Oriente Médio é uma espécie de "nó geográfico", pois entrelaça os continentes Ásia, África e Europa. Situa-se fundamentalmente no sudoeste asiático, porém é ligado à África pela Península do Sinai. A maior parte da Turquia está em território asiático, mas ela tem também uma pequena porção situada na Europa; por isso, esse país do Oriente Médio é classificado como euro-asiático.

         A região é circundada pelo Mar Negro, ao norte, mar Mediterrâneo, a noroeste; mar Vermelho, a oeste; Golfo de Áden e mar da Arábia, ao sul; golfo de Omã e Pércico, próximos ao centro, e mar Cáspio, a nordeste. Todos eles dispões de passagens estratégicas que muitas vezes foram motivos de guerras: o canal de Suez, o estreito de Bósforo, o estreito de Ormuz, o estuário Chat el Arab e o Estreito el Mandeb são pontos de precisão estratégica e estão na rota marítima do comércio internacional.

         Relevo acidentado e passagem desértica dominam a região, embora haja algumas poucas áreas menos castigadas pela aridez , como a orla mediterrânea ou a planície da Mesopotâmia, no Iraque, entre os rios Tigre e Eufrates, drenados em parte pelo derretimento das neves das montanhas turcas.


          Por causa de sua rede de drenagem - os rios Tigre, Eufrates e Jordão são verdadeiras exceções em disponibilidade hídrica -, a água assume importância vital para os povos e Estados. Assim, são muitos os desentendimentos em relação ao controle dos mananciais , como vemos nas disputas entre Israel e Síria pelas colinas de Golã ou a tensão que já envolveu Turquia e Iraque pelo controle das águas do rio Tigre. Muito próximo do Oriente Médio, o rio Nilo no Egito, encontra-se na mesma situação, o que tem causado grandes conflitos entre Egito, Sudão e Etiópia.

           Um emaranhado de povos habita essa região. O povo árabe é predominante e presente em vários países, abrangendo , além do Oriente Médio, longos trechos do norte africano. Há também os povos turcos (Turquia) , judeus (Israel), persas(Irã), curdos (vários países), entre outros.

          Judaísmo, cristianismo e islamismo são religiões abraâmicas e surgiram no Oriente Médio, nessa ordem. A mais recente delas, o islamismo , é também a predominante.

          O islamismo surgiu no século VII, criado por Muhammad (Maomé), que difundiu sua crença em grande parte da península arábica. Muhammad morreu em 632 sem deixar sucessor (califa), e isso provocou uma cisão na comunidade muçulmana, que não chegou a um sucessor quanto à indicação do substituto do profeta.

          Data desse fato a divisão religiosa entre sunitas e xiitas, pois os que defendiam que alguém ligado à família do profeta deveria ser seu sucessor, queriam empossar o primo e genro de Muhammad, Ali, casado com sua filha Fátima. Eles ficaram conhecidos como "patriotas de Ali",  ou xiitas, do árabe shi' at' Ali.

           Outra corrente defendia que o sucessor não deveria ser necessariamente alguém ligado a Muhammad por laços sanguíneos, mas sim filosóficos e espirituais, ou seja, que seguissem o "exemplo de vida" do profeta, a suna, do árabe ahl as-sunnah, ou "os que seguem as práticas proféticas". Assim surgiu a corrente hoje majoritária do islã, o sunismo.

  TURQUIA: entre o oriente e o ocidente

           


         Situada na zona de contato entre a Europa e Ásia, a Turquia configura-se como uma espécie de península do Oriente Médio. O destaque que ao longo dos anos, desde tempos remotos, está relacionado a essa posição geoestratégica.

A Turquia atual é produto de arranjo territorial realizado após o desfecho da Primeira Guerra mundial, quando um dos mais duradouros reinos de todos os tempos ruiu: o Império Otomano. Nascia a Turquia moderna, com os contornos atuais. O país estava fadado , simplesmente , a desaparecer, mas Mustafa Kemal , o  Atatürk ( em português, pai dos turcos), liderou uma revolta ( a revolução dos jovens turcos) resguardou a sobrevivência turca, com com um território bem menor. O líder que emergia com o novo país aproximou a turquia do Ocidente, dando as costas ao Oriente.

       A Turquia de Atatürk, diferente do que se viu durante os oito séculos do Império otomano , separou o Estado da Igreja, tornando-o laico perante a nação majoritariamente muçulmana. Nos últimos tempos, o país tem sido governado por um partido religioso moderado, e essa reaproximação entre política e religião preocupa grande parte da sociedade turca.

        A Turquia do século XX optou pela neutralidade, mas não conseguiu resistir a pressão dos Estados Unidos para que integrasse a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), pois sua posição geográfica era demasiadamente importante para lhe conferir imparcialidade no mundo da Guerra Fria: os Estados Unidos queriam a Turquia na aliança militar antissoviética como forma de dificultar a saída do inimigo pelos mares a oeste.



Fonte: Geografia em Rede, vol.3, 2016.

O QUE DIZER

  o que quero dizer com isso  é perdi tantos e tantos anos da  minha vida estando muito exausta/ cansada de fome/ deprimida/ triste demais p...