quinta-feira, 8 de maio de 2025

ÍNDIA

 


         A Índia é um país emergente e um dos componentes do Brics. No esteio chinês, apresentou um das melhores desempenhos econômicos em todo o mundo nos últimos anos. Com esse ritmo, provavelmente vai figurar entre as cinco maiores economias mundiais nos próximos dez anos. Deve converter-se  também no país mais populoso nas duas próximas décadas. Além disso, é um dos raros detentores da bomba atômica. Tudo isso credencia o país a um papel de destaque no plano das relações internacionais.



O PESO DEMOGRÁFICO E A GEOPOLÍTICA INTERNA

         Com 1,2 bilhões de habitantes e ainda contando com alto crescimento demográfico ( em torno de 1,3% em 2015), a Índia deverá superá a China em número absoluto  de habitantes nos próximos 20 anos. A campanha de controle conduzida pelo governo pelo governo desde o início dos anos 1950, sugerindo apenas dois filhos por casal, não obteve êxito. A demografia indiana assume proporções preocupantes, não apenas pelo número absoluto, mas pelas precariedades sociais que caracterizam esse país de contrastes.

           Semelhante ao Brasil em vários aspectos geográficos,  a desigualdade é característica marcante. Mas ao contrário de nosso país, a desigualdade indiana tem origem religiosa e está arraigada em valores difundidos pelo hinduísmo. Essa relação religiosa propões uma sociedade estamental , hierarquizada e fechada, pautada nas castas, que estabelecem os grupos e a organização social. O sistema de castas foi oficialmente abolido pelo governo indiano, mas a cultura prevalece sobre ditos oficiais e os hinduístas seguem atrelados a ela.

          O bramanismo. a doutrina hinduísta, estabelece quatro casta principais com base no corpo do deus Brahma. No topo da pirâmide social estão os brâmanes, de origem nobre e sacerdotal, que se originaram da cabeça de Brahma. Logo abaixo vêm os xátrias, oriundos dos braços e descendentes de antigos guerreiros, a casa militar. Os vaixás, que provêm das pernas , compõem a classe dos comerciantes e dos agricultores; e os sutras, que descendem de antigos escravos e vieram dos pés. A maior parte da população, no entanto, é composta por párias, também chamados de dalits ou intocáveis. Sem uma casta definida, eles estão à margem da sociedade e ocupam-se das funções mais desqualificadas; eles estariam abaixo dos pés, ou seja, são o próprio pó. Existem ainda inúmeras outras castas derivadas dessas e que compõe subgrupos. A colocação social através das castas está ligada à crença hindu da reencarnação , o eterno retorno da alma à vida.


          

         

terça-feira, 6 de maio de 2025

RÚSSIA

 


           A União soviética foi uma superpotência que rivalizou com os Estados Unidos durante a Guerra fria. Porém, a Rússia, sua sucessora, não representa o mesmo status e convive com instabilidades. Sua importância nas relações internacionais deve-se ao seu poderio militar e ao assento permanente no Conselho de segurança da ONU.

          A União das Repúblicas socialistas Soviéticas ( URSS) foi oficialmente extinta em dezembro de 1991. Em seu lugar, criaram-se novos países e redesenharam-se fronteiras, porém o espaço outrora dominado pela poderosa União Soviética ainda guarda as marcas de um longo passado comum entre esses novos estados e a Rússia , que tenta a todo o custo mantê-los sob sua esfera de influência geopolítica, mas assiste incomodada à penetração estadunidense, chineses e até europeus.

O INÍCIO



          O surgimento da URSS em 1922 foi uma consequência direta da revolução Russa de 1917, também chamada de Revolução Bolchevique. Em fevereiro desse ano, os mencheviques (minoria) , ala moderada dos revolucionários, derrubaram o czarismo, mas não obtiveram êxito em seu projeto político , que se baseava na construção de uma nova Rússia com administração burguesa, como uma etapa de transição para alcançar o socialismo num futuro próximo.

         Ps bolcheviques, ala mais arraigada à ortodoxia marxista, eram opositores a essa perspectiva  e defendiam que o poder deveria ser exercido diretamente pelos trabalhadores. Eram liderados por Vladimir lIch  Ulianov, conhecido por Lênin, e eram organizados por meio dos soviets (comitês).

         Os bolcheviques tomaram o poder dos mancheviques em outubro de 1917, considerando-se como os vencedores da Revolução russa. O Partido Bolchevique , depois rebatizado de Partido Comunista, assumiu definitivamente o poder; surgia o primeiro país socialista da história.

          Sob a liderança de Lênin e tendo marxismo como norte ideológico, as diretrizes clássicas do socialismo foram introduzidas na Rússia: estatização total, planificação econômica e adoção dos planos quinquenais; coletivização das terras com a formação de kolkhozes (cooperativas agricolas) e sovkhozes (fazendas do governo); entre outras medidas socialistas. Em 1922, Lênin incorporou as repúblicas em torno da Rússia estabelecida desde o período czarista e formou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas ( URSS ).

          Com a morte de Lênin, em 1924, teve início uma disputa entre dois outros importante lideres da revolução russa: Josef Stálin e Leon Trótski, que tinham perspectivas marxistas divergentes. Tornaram-se inimigos e Stálin venceu a disputa interna pelo poder do aparelho comunista.

         Uma vez no poder, Stálin tornou-se absoluto, centralizador e totalitário. iniciou uma perseguição a seus opositores, especialmente a partir da instalação dos Processos de Moscou. Líderes políticos , intelectuais, membros do Partido Comunista e qualquer pessoa que fosse identificada como "inimigo da revolução", entre elas camponeses se recusavam a estatização da terra, foram presos, exilados ou executados. Milhares de pessoas foram mortas por seres considerados opositoras ao regime. Incluem-se nessa lista Leon Trótski, que, temendo a perseguição, exilou-se no México, mas foi assassinado por um agente russo, em 1940, a mando de Stálin. 




GEOGRAFIA EM REDE, Vol.3 , 2016.






segunda-feira, 5 de maio de 2025

PLANETA TERRA

PLANETA TERRA


O planeta Terra é o planeta habitado por nós, seres vivos. Conhecido também como planeta água, é o maior dentre os quatro planetas rochosos que fazem parte do Sistema Solar.


O Planeta Terra é um dos planetas que fazem parte do Sistema Solar e é o terceiro planeta mais próximo do Sol. A sua formação ocorreu há bilhões de anos, assim como a existência de vida aqui . Algumas teorias explicam sua origem, como a teoria da nebulosa solar.

A Terra é considerada um planeta telúrico e possui sua estrutura interna dividida em: crosta terrestre, manto e núcleo. Além da estrutura externa, há também a interna que corresponde à litosfera, hidrosfera, biosfera e atmosfera, que são o que oferece as condições favoráveis para a existência de vida aqui.
Características do Planeta Terra e sua formação

O Planeta Terra, também conhecido como mundo, planeta azul ou planeta água, tem cerca de 70% da sua superfície coberta por água. A existência dessa substância em seu estado líquido, juntamente à presença do oxigênio e a capacidade de reciclar gás carbônico fazem da Terra um planeta com características únicas.

Apesar das grandes descobertas astronômicas, não há ainda como afirmar que exista um planeta com características tão peculiares capaz de propiciar a existência dos seres vivos. E a Terra não é “viva” apenas sob a ótica biológica, mas também sob a ótica atmosférica, geológica e física, uma vez que tudo isso está em constante transformação.

Essa teoria acredita que os planetas do Sistema Solar, entre eles o nosso, formaram-se a partir do colapso de uma nuvem que estava rotacionando em alta velocidade e contraiu-se. Acredita-se que o Sol foi formado a partir da concentração central da nuvem, e os planetas a partir das partículas remanescentes. Algumas teorias dizem que a vida surgiu na Terra um bilhão de anos após a sua formação.

Além de apresentar condições favoráveis à existência de vida, a Terra também possui recursos naturais (renováveis e não renováveis) que propiciam a manutenção dessa existência. É por meio desses recursos que os seres vivos mantêm-se, pois são retirados recursos minerais, fontes de energia, alimento, entre outros. Em meio à história evolutiva, o homem adaptou-se às condições apresentadas pela Terra e aprimorou suas habilidades, retirando dela aquilo que era necessário à sua sobrevivência de forma cada vez mais precisa.

Quanto ao seu formato, corresponde a um esferoide, tendo seus polos um tanto achatados.

→ Dados gerais do planeta Terra

Diâmetro
 Aproximadamente 12.756,2 km
Área da superfície
Aproximadamente 510.072.000 km2
Massa
5,9736 x 1024 kg
Distância do Sol
Cerca de 149.600.000 km
Satélite natural
1 (Lua)
Período de rotação
23 horas 56 minutos e 4 segundos
Período de translação
365 dias 5 horas e 48 minutos
Temperatura média
14ºC
População terrestre
Aproximadamente 7.722.522.000 habitantes


Como o planeta Terra é dividido?


O planeta Terra é um dos quatro planetas do Sistema Solar de composição rochosa, conhecidos também como telúricos ou terrestres. Esses planetas rochosos possuem uma estrutura interna semelhante dividida em:
→ Camadas internas da Terra

A Terra divide-se em crosta terrestre, manto e núcleo.
A Terra divide-se em crosta terrestre, manto e núcleo.


Crosta terrestre


A crosta é também conhecida como litosfera e corresponde à camada mais externa da Terra, formada por rochas e minerais, como silício, magnésio, ferro e alumínio. Possui em média 10 quilômetros sob os oceanos e entre 25 e 100 quilômetros sob os continentes.

Nela, são encontrados os continentes, as ilhas e o fundo oceânico. Além disso, observa-se que ela não é uma camada inteiriça, pois há divisões que formam grandes blocos rochosos conhecidos como placas tectônicas, que se movimentam e podem provocar tremores na superfície terrestre.

Manto

manto localiza-se entre a crosta terrestre e o núcleo. É conhecido como camada intermediária, que se divide em manto superior e manto inferior. Ele pode apresentar profundidade de cerca de 30 a 2900 km abaixo da crosta e, ao contrário dela, o manto não é sólido.

Com temperatura média de até 2.000°C, essa camada é composta por material magmático (em estado pastoso) composto principalmente por ferro, magnésio e silício. A movimentação do magma, conhecida como correntes de convecção, provoca a movimentação dos blocos rochosos que compõem a crosta terrestre.

Núcleo

O núcleo é a camada mais interna da Terra e divide-se em núcleo externo e núcleo interno. É também a camada que apresenta a maior temperatura, que, segundo cientistas, pode alcançar 6.000°C.

Ele é formado por ferro, silício, níquel e, apesar das altas temperaturas que deveriam manter esses compostos no estado líquido, o núcleo apresenta elevada pressão, que acaba por agrupar essas substâncias, mantendo-as sólidas.

Leia também: Camadas da Terra – conheça a estrutura interna do nosso planeta
→ Estrutura externa da Terra

O que diz respeito à parte externa do planeta Terra, há também uma classificação de sua estrutura.


As camadas externas da Terra são: biosfera, atmosfera, litosfera e hidrosfera.
- Atmosfera

Corresponde a uma camada gasosa que envolve todo o Planeta Terra. Ela é formada por gases mantidos pela gravidade, cuja principal função é proteger o planeta da radiação solar emitida, filtrando-a, além manter a temperatura média da Terra, fazendo com que não haja uma grande amplitude térmica.

atmosfera também impede que a Terra seja atingida por fragmentos rochosos. Essa camada possui a divisão das subcamadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera, exosfera.
Hidrosfera

Corresponde à camada que compreende os corpos hídricos do Planeta Terra. Abrange não só os oceanos, mas também os mares, os rios, os lagos e as águas subterrâneas.
Biosfera

Corresponde ao conjunto de ecossistemas que compreendem a Terra. Basicamente, diz respeito aos grupos de seres vivos que a habitam. Esses ecossistemas encontram-se desde os pontos mais elevados do planeta até as partes do fundo oceânico.
Planeta Terra no Universo


A Terra possui o maior satélite natural do Sistema Solar, a Lua.

A Terra é um dos oito planetas que compõem o Sistema Solar, localizado na Via Láctea. É considerado o maior em diâmetro e densidade dentre os planetas rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte).

Esse planeta não é estático, portanto, realiza diversos movimentos, sendo os principais: o movimento de rotação, que consiste no movimento ao redor do seu próprio eixo, originando o dia e a noite, e o movimento de translação, realizado ao redor do Sol, dando origem ao ano civil e às estações do ano.

A Terra tem um único eu maior satélite natural do Sistema Solar, a Lua, que influencia fortemente nas marés, em virtude da força gravitacional que existe entre esses astros. Por conta do posicionamento desse satélite em relação ao nosso planeta e ao Sol, é possível observar as quatro fases lunares (nova, cheia, minguante e crescente).

Curiosidades sobre o Planeta Terra


Você sabia que a Terra não é plana? Os cientistas utilizaram várias técnicas para chegarem a essa conclusão. Atualmente, a geodésia é a ciência que faz estudos a respeito das dimensões, forma e gravidade do planeta e nos permite afirmar que a Terra tem o formato arredondado.


A rotação da Terra diminui gradualmente, contudo, de maneira praticamente imperceptível aos seres humanos. Essa diminuição é de aproximadamente 17 milissegundos a cada 100 anos e provoca o aumento da duração do dia.


A Terra não foi nomeada segundo o método romano de designação, ao contrário dos outros sete planetas do Sistema Solar.


Por Rafaela Sousa
Graduada em Geografia

O QUE O ESTADO ISLÂMICO?

"O Estado Islâmico do Iraque e Levante (EI) é um califado com atuação terrorista que controla regiões no Iraque e na Síria e baseia sua ideologia em interpretações radicais de determinados princípios do Islamismo. Esse califado – um Estado que é governado por uma autoridade religiosa, o califa – foi criado em 29 de junho de 2014 e espalha o terror sobre a população das regiões que controla, perseguindo minorias e organizando ataques terroristas em outras partes do mundo."

"Surgimento do Estado Islâmico

O surgimento do Estado Islâmico está diretamente relacionado com a instabilidade gerada pela guerra no Iraque após a invasão norte-americana em 2003. Esse cenário permitiu que grupos jihadistas fossem instalados e desenvolvidos livremente nesse país. Entre esses grupos está a Al-Qaeda, que se instalou no Iraque em 2004 e foi liderada pelo jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi (morto em 2006). Com o início da guerra civil iraquiana em 2006, o grupo rompeu com a Al-Qaeda e concentrou suas atenções no Iraque. A partir da Primavera Árabe e da onda de protestos espalhados pelas nações árabes, o Estado Islâmico viu a oportunidade de instalar-se na Síria e, com o início da guerra civil síria, o grupo passou a atuar tanto nesse país quanto no Iraque.


Ideologia do Estado Islâmico



Na bandeira do Estado Islâmico, consta em árabe: “Não há deus a não ser Deus, Maomé é o mensageiro de Deus”.

Atualmente liderado pelo autodeclarado califa Abu Bakr al-Baghdadi, o Estado Islâmico impõe a sharia, a lei islâmica, nos territórios dominados e persegue minorias religiosas, além de lutar contra outros grupos islâmicos. A origem ideológica desse grupo é baseada no wahabismo, doutrina de Al-Wahhab que defendia uma interpretação literal do Corão e de outros escritos sagrados do Islamismo. O wahabismo também é a ideologia oficial da Arábia Saudita, nação árabe mais rica e poderosa atualmente. Desde que a Arábia colocou-se como uma influente nação, passou a exportar sua ideologia e a inspirar inúmeros grupos fundamentalistas islâmicos que também defendem a interpretação literal dos textos religiosos e a imposição da sharia. Na Europa, essa ideologia encontra espaço nas comunidades islâmicas que, em geral, sofrem com bastante preconceito e dificuldade de integração."

"Violência como arma do Estado Islâmico

A violência do Estado Islâmico é utilizada para impor o medo e, por conseguinte, o respeito nas regiões que controlam. Com o rígido controle da sharia, o grupo impõe punições pesadas a todos aqueles que não seguem o Corão, além de perseguir e matar cruelmente qualquer tipo de minoria, como cristãos, curdos, yazidis, homossexuais etc. Desde a criação do califado em 2014, várias execuções nas regiões dominadas e atentados terroristas em algumas partes do mundo foram realizados pelo Estado Islâmico (muitas dessas ações foram noticiadas pela mídia). Entre os objetivos do grupo, estão a dominação global e a imposição da sharia. Atualmente o EI domina importantes cidades iraquianas e sírias e possui bases estratégicas em outros locais, como na Líbia e no Iêmen.

Seus seguidores conseguem manter sua jihad, ou guerra santa, com a venda de barris de petróleo, tráfico de mercadorias e doações de simpatizantes de várias partes do mundo. Em estimativas recentes, o Estado Islâmico figurou com cerca de 2 bilhões de dólares em recursos e um número de membros próximos a 50 mil."



Veja mais sobre "O que é Estado Islâmico?" em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-estado-islamico.htm

CABEÇA-DE-CUIA


O MENINO AZUL

O menino azul - Livros na Amazon Brasil- 9788526019546

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso, 
que não corra ne pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer 
o nome dos rios, 
das montanhas, das flores,
_ De tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinh
que saiba inventar 
histórias bonitas
como pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
 que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever 
para a Rua das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

Cecília Meireles, Obra: O Menino azul

sexta-feira, 2 de maio de 2025

O QUE É CAPITALISMO?



Capitalismo é um sistema em que predomina a propriedade privada e a busca constante pelo lucro e pela acumulação de capital, que se manifesta na forma de bens e dinheiro. Apesar de ser considerado um sistema econômico, o capitalismo estende-se aos campos políticos, sociais, culturais, éticos e muitos outros, compondo quase que a totalidade do espaço geográfico.
A base para formação, consolidação e continuidade do sistema capitalista é a divisão da sociedade em classes. De um lado, encontram-se aqueles que são os proprietários dos meios de produção, a burguesia; de outro, encontram-se aqueles que vivem de sua força de trabalho, através do recebimento de salários: os proletários. No caso do meio agrário, essa relação também se faz presente, pois os donos das terras, geralmente latifundiários, ganham lucros sobre os trabalhos dos camponeses.
Com a era da Globalização, o sistema capitalista tornou-se predominante em praticamente todo o mundo. Porém, as suas fases e etapas de desenvolvimento não ocorrem de forma igualitária na totalidade do espaço mundial, isso porque a sua lógica de produção e reprodução é puramente desigual. Assim, algumas nações apresentam estágios mais avançados de capitalismo e outras apresentam os seus aspectos ainda iniciais. Para conhecer essas fases e aspectos, torna-se importante conhecer o surgimento e a história do capitalismo.

Surgimento e desenvolvimento do sistema capitalista

O processo de surgimento do capitalismo foi lento e gradual, iniciando-se na chamada Baixa Idade Média (do século XIII ao XV), com a formação de pequenas cidades comerciais, denominadas burgos. Essas cidades desafiavam a ordem então vigente na época, a do feudalismo, em que a Europa era repartida em vários feudos, cada um comandado exclusivamente pelo seu Senhor Feudal. A usura era condenada pela Igreja Católica, a instituição mais poderosa na Idade Média, o que dificultava, ainda mais, o nascimento do novo sistema que se encontrava em emergência.
Com o passar do tempo, o poder da classe que comercializava nos burgos, a burguesia, foi se expandido e o acúmulo de capital difundiu-se. Tal fator, associado ao crescimento dessas cidades e ao consequente processo de relativa urbanização da Europa, além de fatores históricos (como as Cruzadas), provocou uma gradativa derrocada do sistema feudal e o surgimento do capitalismo. O principal evento que marcou a formação desse novo modelo econômico de sociedade foi a realização das Grandes Navegações no final do século XV e início do século XVI.
Com a sua formação, o novo sistema passou por três principais fases de desenvolvimento, a saber: o capitalismo comercial, o industrial e o financeiro.

Capitalismo Comercial

Em seu período de surgimento e consolidação, o capitalismo ainda não conhecia a industrialização e, tampouco, a formação de grandes adensamentos urbanos. Sendo assim, a economia nesse período era essencialmente centrada nas trocas comerciais e a riqueza
das nações era medida pelo acúmulo de matérias-primas e especiarias ou a capacidade de se ter acesso a elas. Por isso, o período que vai do século XVI a meados do século XVIII é chamado de Capitalismo Comercial.
O modelo econômico praticado nesse período foi chamado de Mercantilismo e caracterizava-se pelo fortalecimento dos Estados Nacionais e sua forte intervenção na economia. Seu papel era assegurar a máxima acumulação de lucros por parte da burguesia e da aristocracia, bem como disputar os mercados internacionais e o melhor acesso a matérias-primas. As premissas básicas do mercantilismo eram: a) busca por matérias-primas a baixo custo; b) produção de mercadorias manufaturadas; c) metalismo (acúmulo máximo de metais preciosos) e d) a busca pela balança comercial sempre favorável, ou seja, exportar e vender mais do que importar e comprar.

Capitalismo Industrial

Os dois fatores históricos que ocasionaram a transição do capitalismo comercial para o capitalismo industrial foram a Revolução Industrial (1760-1820) e a Revolução Francesa (1789-1799). Tais acontecimentos permitiram a estabilização do poder nas mãos da burguesia, centrando a economia na principal atividade desenvolvida e administrada por essa classe: a industrialização.
Nesse período, a Europa, principalmente a Inglaterra, exerceu um grande poder sobre o mundo, sob a ótica do colonialismo e do imperialismo, ao importar as matérias-primas das periferias e colônias do planeta e, depois, exportar os seus produtos industrializados. Esse continente também passou por intensivos processos de industrialização, formando grandes cidades que, de início, não dispunham de grandes condições estruturais, apresentando uma grande quantidade de miseráveis e moradias precárias.
O crescimento da burguesia representou a máxima expressão das desigualdades socioeconômicas
O crescimento da burguesia representou a máxima expressão das desigualdades socioeconômicas
O modelo econômico predominante nesse período foi o liberalismo econômico, elaborado por Adam Smith e que preconizava a mínima intervenção do Estado nas práticas econômicas. Tal posição consolidou o máximo poder da burguesia, uma vez que seria ela – na figura do Mercado – quem controlaria o andamento da economia.

Capitalismo Financeiro ou Monopolista

A transição do capitalismo para a sua fase financeira ocorreu através do processo de investimento do capital bancário sobre o capital industrial. Tal fator propiciou o surgimento de grandes empresas, que passaram a se dividir em ações que eram negociadas como mercadorias, sendo mais valorizadas à medida que os lucros das empresas se ampliassem.
Com isso, a economia não estava mais centrada nas práticas industriais, mas nas práticas especulativas e financeiras. A busca pela acumulação de capital intensificou-se e alcançou patamares jamais vistos na história da humanidade.
Com a crise de 1929, o modelo econômico foi alterado e o sistema keynesiano passou a ser hegemônico. Esse sistema foi elaborado pelo economista inglês John Maynard Keynes, que preconizava o retorno ao chamado “Estado Forte”, isto é, com a sua máxima intervenção na economia. Esse modelo era também chamado de Welfare State (Estado do bem-estar social) e visava ao máximo consumo a fim de abastecer as indústrias e gerar mais empregos.
Nesse período também surgiram e se expandiram as Transnacionais, também chamadas de Multinacionais ou Empresas Globais, que rapidamente se instalaram em vários países, principalmente os subdesenvolvidos, em busca de matéria-prima, mão de obra barata e ampliação do mercado consumidor. Essas empresas, cada vez mais, dominam o mercado internacional, monopolizando-o.
A partir dos anos 1980, o keynesianismo entrou em derrocada em benefício do neoliberalismo, que retomava o ideal da mínima participação do Estado na Economia, que deveria apenas atuar para assegurar a reprodução do sistema e salvar o mercado de eventuais crises econômicas.
Atualmente, apesar de alguns livros e autores apontarem o surgimento de um capitalismo informacional, a maioria dos economistas defende que ainda nos encontramos na fase financeira do sistema capitalista. O chamado meio-técnico-científico-informacional é visto como um potente instrumento de mundialização do capitalismo e de sustentação de suas atuais características.

Por Me. Rodolfo Alves Pena

O QUE DIZER

  o que quero dizer com isso  é perdi tantos e tantos anos da  minha vida estando muito exausta/ cansada de fome/ deprimida/ triste demais p...